Os ideólogos e formadores de opinião do neoliberalismo, ora triunfante, trabalham, cada vez mais, com afinco, para reforçar a tese principal de sua maior convicção, incutir, na cabeça de todos, a crença de que só existe uma saída, é a saída individual. Cultivam com firmeza a fé nessa empreitada, a saída individual. Apostando todas as fichas nessa ladainha, de que só resta uma saída, a crença de que todo mundo é empreendedor, que basta querer para virar empresário, como se todos tivessem implantado um chip de empresário no corpo. A se acreditar no que prega a cartilha política da direita neoliberal, ala extremista do liberalismo econômico, que deseja ardentemente deixar tudo totalmente entregue aos caprichos do mercado. Tudo isso é bastante coerente com o projeto político neoliberal, o obsessivo desejo de redução do tamanho do Estado, na maior velocidade possível, questão onde sempre têm muita pressa. Comenta-se, à boca pequena, que esse processo de ataque ao Estado, no que tange ao Brasil, entrou em andamento com o golpe de 2016 e o governo Temer, alguns falam que desde 2013, e finalmente os outros, mais radicais, apontam que desde o ano de 2005, com o mensalão. Com o estado se retirando, em escala ascendente, de várias áreas de atividades fundamentais, sob o impacto das privatizações, de cortes de verbas, etc., e com a chegada ao poder de Estado em muitos lugares do planeta, principalmente na América Latina e no Brasil em particular, de regimes políticos de cunho privatista e ultra-liberal na economia, principalmente de sua ala mais radical conhecida como “neoliberalismo”. Não preciso dizer, que a retirada do Estado de áreas tão fundamentais e essenciais, na prestação assistencial aos mais pobres, deixa uma lacuna imensa, que não será preenchida pelo mercado. O mercado, representado por seu agente financeiro, só investe, quando o retorno for garantido e assegurado, quando tiver uma absoluta confiança na segurança jurídica local, ou tiver algum nível de garantia institucional ao seu investimento. Riscos só na Bolsa de valores ou num cassino de fronteira. O mercado não prega prego sem estopa, como costuma dizer o ditado popular do senso comum. Fora disso, só resta mesmo aquele velho Estado cansado de guerra, para prestar os serviços básicos e essenciais à população, como saúde e educação, que jamais deveriam ser considerados gastos. Pelo contrário, são recursos arrecadados pelo poder público, que são retirados de todos na forma de impostos, e que voltam, a depender do tipo de projeto político, que esteja no poder. Retornam em forma de benefício para toda a comunidade de contribuintes.
Na forma de Crônicas e ensaios, abordo assuntos da Política e da Filosofia, e alguma invenção nos contos.
sábado, 26 de outubro de 2019
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
O menosprezo pelo "velho"
Vamos combinar uma coisa, deixar claro de início, que não se trata em absoluto, de analisar como o “velho” se sente, mas, pelo contrário, de procurar entender, como o "velho" é visto, como é construído no imaginário dessa galera mais jovem de hoje. De como enxergam o “velho” em posições bem mais desvantajosas em relação aos demais, e dessa maneira, o colocam e o consideram, em condição de inferioridade. Avaliado, cada vez mais, como uma coisa negativa, uma carga pesada, um fardo a mais a carregar, um ser menor, um ser que perdeu seu antigo prestígio e poder, poder no sentido de potência, vontade de potência melhor dizendo, na linguagem nietzschiana. E agora, não passa de mais um despossuído, de um fraco, não mais digno do respeito de outrora, por várias razões e motivos, nem sempre justificáveis, que não cabe abordar agora. De alguém que se retirou, se aposentou, se tornou gente de segunda linha, gente da retaguarda. Gente que por já ter vivido a maior parte de sua existência, nada mais pode esperar da vida, a não ser a morte, como uma coisa inexorável. A partir daí, passa a preencher a vida, cada vez mais, com entretenimento e distração, para escamotear a presença da morte, muito forte, logo ali à frente, para não correr o risco de, num vacilo qualquer ou distração, ficar frente a frente com ela. Se quisesse elaborar uma lista completa, inteirinha, com todas as razões e motivos, que levam tantos, a cultivar e praticar tais discriminações contra os mais “velhos”, seria uma tarefa praticamente impossível, um trabalho hercúleo e interminável. Pelo menos, conforta saber, que tudo isso pode ser comprovado e conferido, observando e pesquisando o imaginário popular, em toda sua série de ditados e máximas populares, encontradas no reino do senso comum, tanto em livros, como na internet, mas também, e principalmente, pelas ruas, materializadas através dos dizeres populares em feiras, mercados, em sala de aula, enfim, por todo o canto. Por outro lado, como seria bom, se fosse possível, que essa mesma galera, não se limitasse apenas a permanecer no território do menosprezo contra o “velho”, mas também se aventurasse em busca das qualidades daquele senhor, alguém que sobreviveu a tantas batalhas na vida, que estudou e conheceu muito mais coisas, que testemunhou o desenrolar da história enquanto esta de fato acontecia, o que hoje só podemos conhecer por intermédio dos livros, manuais, filmes e documentários. Foram testemunhas oculares de tantos fatos inenarráveis, que viveu e sobreviveu à ditadura, que ganhou e que perdeu. Que, portanto, angariou muito mais experiência que qualquer um de nós. Enquanto ainda patinamos no árduo caminho da subida e da compreensão, eles já sacaram quase tudo, perceberam e compreenderam muito mais, bem antes de nós. Que por já terem passado por tantos colapsos emocionais em tantas situações difíceis em suas histórias individuais, na teoria, deveriam saber lidar melhor com as situações mais cabeludas, fortes e difíceis da vida emocional, com mais equilíbrio e “savoir-faire”. Dizem, que em certos países, como o Japão por exemplo, existe, por parte da população local, uma maior capacidade, para enxergar e valorizar as qualidades do idoso, maior que em outros lugares do planeta, e ao contrário do que se vê por aqui.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
O politicamente correto
Até um tempo atrás tendia a concordar com os argumentos daqueles, que costumam implicar e criticar as patrulhas do politicamente correto. Daqueles que se queixam de que não se pode mais dizer quase nada, que não se pode mais brincar, fazer certas piadas, que o mundo desaba em cima, que aparece um exército de patrulheiros a condenar o infrator aos confins dos infernos, por qualquer bobagem dita. Que o mundo havia perdido a graça. Que o mundo estava cada vez mais chato. Como é que se pode fazer humor assim? Indagavam-se. Por ter vivido os dois mundos, o de antes e o depois do “politicamente correto”, tendia, como disse no início, a achar que deveria haver certa tolerância, pelo menos por enquanto, até quando todos estivessem mais acostumados com os novos tempos e os hábitos modernos, que se estabelecesse uma fase de transição, para que houvesse compreensão dos dois lados. Por outro lado, quando se é capaz, por empatia, de se colocar no lugar de quem é atingido por certos chistes e piadas de mau gosto, fica visível como a coisa se torna absurda, cruel e muitas vezes, não poucas, bastante agressiva. Há quem diga, que dessa ninguém escapa, já que cada um de nós, de alguma forma, acaba pertencendo a algum grupo minoritário, se for preto então se torna parte de uma maioria discriminada do mesmo jeito. Então ninguém escapa, o que vale para os pretos, vale também para as mulheres, e vale para as minorias propriamente ditas, como: gays, judeus, estrangeiros, pobres, idosos, baixinhos, magrinhos ou gordos, enfim qualquer um, que fuja à norma vigente. Outro dia li um comentário, que se referia a um determinado velho conservador, e na forma como foi colocado, sem aspas, parecia que todo “velho”, termo que por si só, quando posto para se referir a determinado indivíduo com mais idade, já embute e carrega uma carga conotativa de agressão aos idosos de um modo geral. Então, o infeliz comentário, que na raiz já ofendia todos os idosos, junto com o termo “conservador”, dava a entender, que todo velho é conservador. Uma falácia, que só vem reforçar um preconceito, e que preconceito é esse? O preconceito contra qualquer idoso, que não passa, segundo aquele jovem autor do comentário, de "velho conservador". Quando li o comentário, e como já estou chegando à idade, que muitos já consideram “velho”, aquilo bateu na hora, principalmente por não me considerar conservador politicamente falando. Alto lá, velho pode até ser, mas conservador jamais. Aliás, velho é o cacete!
sábado, 19 de outubro de 2019
Existe chance de escapar da próxima crise do capitalismo?
Esse é o assunto do momento no chamado mundo ocidental e também em todas suas periferias. Periferia, 'lugar' onde nos localizamos e nos situamos, é bom que se diga. O que se deve fazer diante do colapso total, se o risco sistêmico se concretizar? E desfizer e desmilinguir todos os ativos financeiros e bens dos aplicadores e cidadãos de um modo geral, já que a crise atingirá a todos. Tudo se desfizer como um castelo de cartas. Diante disso, é impossível não lembrar do velho ditado: "se ficar o bicho come, se correr o bicho pega". Todo esse burburinho pré-crise, me leva também a fazer conexão com a situação vivida por tantos grupos de judeus, que passaram por todos aqueles pogroms pela Europa afora, e por séculos afora, onde, para escapar do perigo, tinham que encontrar uma saída de emergência, na maioria das vezes, na última hora. Claro, que de tanto precisar, para escapar da morte ou ter os bens confiscados, devem ter desenvolvido um certo "know how", para empregar em momentos de perigo eminente. Para exemplificar um momento de alto risco, o narrador do vídeo usa como lembrança o bloqueio da Poupança feita no Brasil pelo governo Collor, no comecinho dos anos noventa. Que segurança se pode ter no sistema econômico da especulação e da jogatina? Que confiança se pode ter nesse capitalismo financeiro, mais conhecido como "neoliberalismo", que faz da política de reduzir o tamanho do Estado, por mais paradoxal, que possa parecer, em política de Estado. O que significa praticar uma política suicida. Uma política deliberada, que vai deixar ao desamparo grande parcela da população? Que só contava com o Estado para sobreviver. O que é isso? Uma forma fascista para, de uma hora para outra, condenar à morte todos os incapazes, deficientes físicos, idosos, crianças e, quem sabe, depois, todos os demais? Enquanto isso, uns poucos estão ganhando grandes somas na especulação, justamente com a própria crise, de que tanto falam.
P.S. Não esqueçam de assistir ao vídeo.
P.S. Não esqueçam de assistir ao vídeo.
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Impossível ser republicano com um fascista
Em tempos difíceis e extremistas, como esse que estamos atravessando, considero que a opção da ação política pelo caminho da moderação e do republicanismo, diante de toda impostura política, do Lawfare praticado por parte do judiciário contra líderes populares de esquerda, com a finalidade de atingir determinados objetivos políticos por outros meios, e que acaba por levar à criminalização da política. Da política do esgoto e do vale tudo praticado pela extrema direita ora no poder, feita tanto no governo central, como em alguns dos mais importantes governos estaduais do país, como Rio e São Paulo. É uma temeridade sem tamanho, e só sendo mesmo muito ingênuo politicamente, para correr o risco de ser eliminado, ou melhor dizendo: dizimado, porque é assim que procede a extrema direita contra seus adversários, aliás inimigos. E, como todo mundo sabe, com os inimigos a extrema direita não debate jamais, contra os inimigos, quando devidamente identificados, se elimina-os o quanto antes. Foi assim ao longo da história, e assim é agora com essa extrema direita no poder. Pode-se alegar todas as razões possíveis, para evitar se atritar com a extrema direita, a principal delas é o medo do conflito se radicalizar, e o chamado campo popular mais perder do que ganhar. Acontece que não tem outra alternativa, isso acontecerá mais dia menos dia, a fuga do embate será pior, porque não tem escapatória, se eles se fortalecerem um pouco mais, o que virá, será ausência de garantias individuais, sob esse ou aquele pretexto, aliás pretexto é o que não falta para esse tipo de gente. Então será uma semi-ditadura, ou qualquer coisa que o valha, e já assistimos esse filme antes. Não tem moleza para as oposições num regime de força de extrema direita, nem muito menos democracia, uma palavra por demais desgastada. Diante de tudo que estamos assistindo, a retirada de quase todos os direitos da classe trabalhadora, conquistados ao longo de décadas, a perda da aposentadoria por exemplo, além de outras maldades, já que o saco de maldades contra a população trabalhadora é imenso. Reivindicar moderação e republicanismo é catastrófico, é como preparar o pescoço para a forca sem reação. O republicanismo não é algo do tipo de uma cláusula pétrea, só o devemos praticar com aqueles, que também são republicanos com a gente. Por isso não gosto nem um pouco da forma, como Fernando Haddad faz política e se manifesta publicamente, a forma como busca se aliar e compreender notórios golpistas de 2016, de como procura bajular certos meios de comunicação não só televisivos, etc. Será capitulação? O que parece, é que esteja apostando todas suas fichas na saída eleitoral, e com isso, quem sabe, já esteja fazendo seu pé de meia político para 2022.
sábado, 25 de maio de 2019
Faces anticapitalistas
Antes, bem antes aliás, quando se pensava em anticapitalismo, logo vinha à mente imagens da revolução russa, a ditadura do proletariado, e os partidos de esquerda aliados ao movimento comunista e ao socialismo. Hoje tudo isso está muito mais diferente, a luta política está cada vez mais sofisticada e complexa, não dá mais para ficar limitado apenas à posição dicotômica entre o preto e o branco. Hoje existe a chamada guerra híbrida, que é alcançar determinados resultados geopolíticos por meios não militares, foi o que ocorreu na Ucrânia e em algumas primaveras árabes, por exemplo, e ao contrário do que disse o general Mourão na China, ao responder uma pergunta sobre os BRICS, a guerra híbrida posta em ação hoje em dia, é empreendida e realizada sobretudo pelo império estadunidense, e não pela Rússia, como afirmou o general.
Basta ver o que fizeram contra o nosso próprio país, que desde junho de 2013 vem decaindo economicamente sob um ataque constante, que envolveu espionagem sofisticada, como revelada por Edward Snowden também em 2013, o ataque econômico contra as nossas maiores empreiteiras mediada pela operação lava jato, o que foi devastador para quase todas as empresas, provocando um desemprego no setor de mais de um milhão de postos de trabalho. Diante de tudo isso, no mínimo caberia a questão, porque nos tornamos a vítima da vez? Seria o pré-sal o grande motivador, ou o papel que vínhamos desenvolvendo no BRICS? De sorte que, está mais do que claro, que o capitalismo financeiro, representado por sua vertente mais radical do liberalismo econômico, que estão implantando no país, é um regime político e econômico, que retira direitos, desmonta o Estado, que se não era, por limitações, ainda um Estado de bem-estar social para todos os seus cidadãos, pelo menos assegurava, segundo a Constituição de 1988, um mínimo de garantia e de assistência pública para os mais desvalidos. Agora estão querendo acabar com tudo isso, não deixar pedra sobre pedra, desmontar tudo e vender, nem que seja aos pedaços, como estão fazendo com a Petrobrás. Para finalizar, é preciso dizer ainda, que se pode também ser anticapitalista de várias outras maneiras e formas, não apenas pela via revolucionária, embora não se deva descartar jamais a via revolucionária. Inclusive no mundinho das individualidades, pode-se muito bem sabotar o sistema econômico pelas beiradas. E isso pode ser feito, quando boicotamos certa cervejaria golpista, ou quando aderimos ao "consumo zero", ou a quase isso, buscando e procurando levar a vida com o mínimo necessário, e nos tornarmos mais vigilantes, para escapar das armadilhas da propaganda subliminar, dentre outras inúmeras possibilidades. Não esquecer jamais, que se trata de uma luta renhida, constante e muito dura.
Basta ver o que fizeram contra o nosso próprio país, que desde junho de 2013 vem decaindo economicamente sob um ataque constante, que envolveu espionagem sofisticada, como revelada por Edward Snowden também em 2013, o ataque econômico contra as nossas maiores empreiteiras mediada pela operação lava jato, o que foi devastador para quase todas as empresas, provocando um desemprego no setor de mais de um milhão de postos de trabalho. Diante de tudo isso, no mínimo caberia a questão, porque nos tornamos a vítima da vez? Seria o pré-sal o grande motivador, ou o papel que vínhamos desenvolvendo no BRICS? De sorte que, está mais do que claro, que o capitalismo financeiro, representado por sua vertente mais radical do liberalismo econômico, que estão implantando no país, é um regime político e econômico, que retira direitos, desmonta o Estado, que se não era, por limitações, ainda um Estado de bem-estar social para todos os seus cidadãos, pelo menos assegurava, segundo a Constituição de 1988, um mínimo de garantia e de assistência pública para os mais desvalidos. Agora estão querendo acabar com tudo isso, não deixar pedra sobre pedra, desmontar tudo e vender, nem que seja aos pedaços, como estão fazendo com a Petrobrás. Para finalizar, é preciso dizer ainda, que se pode também ser anticapitalista de várias outras maneiras e formas, não apenas pela via revolucionária, embora não se deva descartar jamais a via revolucionária. Inclusive no mundinho das individualidades, pode-se muito bem sabotar o sistema econômico pelas beiradas. E isso pode ser feito, quando boicotamos certa cervejaria golpista, ou quando aderimos ao "consumo zero", ou a quase isso, buscando e procurando levar a vida com o mínimo necessário, e nos tornarmos mais vigilantes, para escapar das armadilhas da propaganda subliminar, dentre outras inúmeras possibilidades. Não esquecer jamais, que se trata de uma luta renhida, constante e muito dura.
sábado, 18 de maio de 2019
Como a direita se articula e se financia
A estratégia principal dos lacaios locais do capitalismo ultraliberal, ideólogos do liberalismo econômico, privatistas de carteirinha, partidários de toda desregulamentação e do Estado mínimo. Como mostra o artigo do site “The Intercept”, são pagos e financiados com o dinheiro de grandes trustes e grupos financeiros norte-americanos. Coordenados pela Atlas Network, utilizam como arma principal, no combate ideológico para derrotar governos populares com base na esquerda política, espalhar mentiras, e o uso constante da desqualificação contra todos os principais quadros e líderes esquerdistas, que ocupem cargos no governo, e contra todas as políticas públicas de inclusão social e ação afirmativa, qualquer que seja essa política, não importa, precisam ser atacadas, desqualificadas, e assim causarem o pior desgaste possível ao governo esquerdista de plantão, o desestabilizando completamente diante da opinião pública, até que consigam finalmente atingir o objetivo, o alvo, ou seja, derrubar o governo, que as implantou. Foi assim, que fizeram com a Dilma, desde 2013, que por milagre não perdeu as eleições gerais de 2014. Foi reeleita com uma diferença pequena de votos, mas não conseguiu governar mais nenhum dia após a posse em 2015, com um Congresso nas mãos de Cunha, um quadro político completamente desfavorável, pautas bombas e muita chantagem e conspiração. Dilma não caiu de imediato, porque o Congresso tem os seus ritos, precisaram abrir aquele falso processo de impeachment sem crime de responsabilidade, que só conseguiu produzir o afastamento definitivo da presidente em maio de 2016. Mesmo com ela ainda no cargo, o seu vice, Michel Temer, que já conspirava de forma escancarada com todos os golpistas, apresentou, em 29 de outubro de 2015, o projeto político: “Uma Ponte para o futuro”, de cunho profundamente neoliberal. Por essa razão, é que quando a Dilma caiu com impeachment em 2016, o seu vice Temer, em vez de dar prosseguimento ao projeto político que os reelegeu em 2014, MUDOU radicalmente toda a política de Estado, todo projeto político, que vinha sendo implementado desde a posse de Lula no primeiro mandato em 2003. Temer deu uma guinada de 180 graus em direção ao neoliberalismo econômico e à toda sua cartilha financista, com privatizações, reforma trabalhista, redução das garantias constitucionais dos cidadãos, desaposentadoria de pacientes com HIV. Enfim, só não conseguiu realizar a reforma da Previdência, em virtude dos dois inquéritos criminais, que pipocaram contra ele, em virtude da delação de Joesley Batista da JBS. O governo do Capetão é uma continuação do governo Temer, o saco de maldades contra o povo começou com Temer. Por isso, que alguns bolsonímions diante das críticas contra o governo do Capetão, que ainda não apresentou nenhum projeto para o país, a não ser propor a entrega do país aos interesses norte-americanos e a destruição de direitos dos trabalhadores e estudantes. Seus apoiadores REAGEM sempre afirmando, que Temer era Dilma, que era o vice do PT, mas não dizem, omitem, que temer não aplicou, em nenhum momento depois que tomou o cargo de presidente na mão grande, a política do PT e de Dilma Rousseff. Dizer que Temer é Dilma, é uma mentira deslavada, mas é sempre assim que fazem. Praticam o contorcionismo verbal, distorcem os fatos em causa própria. Atacam os adversários com mentiras e se defendem também com mentiras.
P.S. Não deixem de ler o artigo.
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