O ano novo mal se iniciou e já começa a retornar com vigor através da internet, as campanhas contra os pobres, e principalmente contra os políticos do chamado campo popular, ou seja, contra os representantes legais, que lutam através do meio político, por políticas compensatórias contra a desigualdade e as injustiças sociais, que são gritantes em nosso país. Desigualdades que só não sensibilizam uma parcela de certa classe média, infelizmente uma fração da classe média muito mesquinha, e que ainda acha bonitinho contar piadas politicamente incorretas, contra o elo mais fraco da sociedade, como se a culpa pela pobreza fosse dos próprios pobres. Segundo a cretinice de certa parcela da classe média, os próprios pobres são responsáveis pela menor escolaridade, pela péssima qualidade da educação recebida na rede pública de ensino, pelos baixos salários, por ter as suas condições laborais precarizadas pela última reforma trabalhista do governo golpista, são culpados por não ser nem parecer com “um classe média” padrão, enfim os pobres são culpados por tudo de ruim, que acontece no país. Então é considerado legítimo demonizar os mais pobres, pois são mais do que merecedores de todos os preconceitos e escárnios recebidos, através da cretinice dos mais abastados. No livro “A Elite do Atraso” Jessé de Souza diz, que o ódio aos pobres, é o mesmo ódio, que se tinha contra o escravo de origem africana, que depois da lei Áurea, foi estendido contra todos os pobres de todas as cores, é uma herança, portanto, da escravidão. Nenhuma sociedade passa pela escravidão impunemente, que mesmo depois de terminada, ficam marcas e ranços na mentalidade de muita gente, marcas indeléveis, que permanecem, que perduram no tempo. Por isso, que nos EUA foram empregadas tantas ações afirmativas e políticas compensatórias ao longo do tempo, para diminuir com distâncias sociais quase abissais, como foi o caso da política de cotas para afrodescendentes, e outras. Com muito atraso, o Brasil dos governos petistas aplicou algumas políticas compensatórias, visando reduzir desigualdades sociais, que foram bem sucedidas. Mas como é do conhecimento de todos, quase todos os programas sociais daquele governo foram muito combatidos, pelos mesmos que depois vieram a público apoiar o golpe de estado, que depôs a presidente, e que acabou levando o país a chegar na situação, onde hoje se encontra, ou seja, numa situação deplorável sob todos os aspectos, com retiradas de direitos duramente conquistados através de longas lutas reivindicatórias, e que desapareceram da noite para o dia, sem mais nem menos, sob o pretexto de tornar o país mais apetitoso para o mercado financeiro internacional, ultra ganancioso. O golpe acabou fazendo o país retornar para um patamar social de algumas décadas atrás, o que é lamentável e cruel, logo após o governo anterior ter retirado da fome mais de quarenta milhões, quase uma argentina. Então senhores adeptos das piadinhas de mau gosto contra os mais pobres, xenófobos de todo tipo, homofóbicos, intolerantes contra todos os diferentes do sistema, saibam que vocês não estão com nada, são herdeiros do pensamento escravocrata, o pior do pior da sociedade, vocês são o Ó. Gente que perde o seu precioso tempo cultivando o ódio contra quem quer que seja, é em geral gente, que não tem vida própria, não tem vida interior, vida interessante, e por isso se agarra a essas patifarias, onde muitos acabam intoxicando-se com o próprio veneno, afogando-se no próprio saco de maldades.
Na forma de Crônicas e ensaios, abordo assuntos da Política e da Filosofia, e alguma invenção nos contos.
sábado, 13 de janeiro de 2018
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Como assim?
Me espanta ver a rapidez, como passa os eventos culturais publicados hoje em dia, me refiro a todo tipo de evento da produção cultural contemporânea, lançamento de livro, peça teatral, uma música recém lançada, um livro de poesia impactante, e que, acaba por ter pouca ou quase nenhuma repercussão na boca do povo. Na grande maioria dos casos, poucos são os posts que viralizam na rede, repercutem na opinião pública com impacto, impacto que perdura no tempo, entra no imaginário de certa coletividade. É até compreensível diante da montanha de outros posts publicados, é muita informação junta circulando ao mesmo tempo, onde uma grande maioria, ou a maior parte delas, serão lançadas de vez, na lata de lixo da história. Totalmente diferente de algumas décadas atrás, dos anos setenta por exemplo, quando esperávamos ansiosos cada ano novo que entrava, pelo novo filme de Pasolini. Como viria o novo Jorge Amado e o novo filme de Ingmar Bergman. E quando a obra era lançada, a repercussão era enorme durante algum tempo, se falava daquilo durante o ano inteiro. Depois acabava caindo no esquecimento, e praticamente todo mundo deixava de tocar no assunto, até que morria de vez, era natural, um processo natural de esquecimento. Alguns eventos permaneciam mais tempo na cabeça do povo, outros nem tanto, mas era assim que se vivia, que se levava a vida, era normal daquela forma. Hoje não é mais assim, tudo passa muito rápido e muito mais veloz, desaparece no tempo, a grande maioria das coisas publicadas não tem repercussão alguma, como se estivessem estado sempre invisíveis, nas sombras, ninguém prestou atenção em seu conteúdo. O que, por outro lado, acaba sendo terrível, sobretudo, quando se vive numa era da quantidade, do quantitativo, do número de visualizações. Só terás um fôlego maior de sobrevivência na rede se fores acolhido por um número muito grande de gente. Quantas vezes já escutamos esse mantra? Por isso é que, para quem produz conteúdo, é muito frustrante não receber a menor consideração por parte da sua audiência, tanto em curtidas como em comentários críticos, elogiosos ou não. Pior do que um comentário desqualificativo é a falta dele, quando ninguém comenta nada. É claro, que de alguns comentários depreciativos, de baixo nível, até mesmo de baixo calão, como vemos nas redes, de forma agressiva com xingamentos, etc. Pode e deve sempre ser bloqueado. Considero desafiador para quem produz conteúdo hoje em dia, é encontrar sempre um motivo ou razões metafísicas para continuar produzindo, para não precisar parar jamais por falta de motivação. Muito embora, a sensação, que sempre se tem, depois de publicar algo, é que aquilo não tem mais a menor importância ou sentido. A razão de ser é a criação, todo o processo que vai da invenção e elaboração até
à produção, até o fazer, e não mais apenas à repercussão do evento na opinião pública ou publicada. Portanto, esse é o eixo. Não importa mais quantos irão ler.
à produção, até o fazer, e não mais apenas à repercussão do evento na opinião pública ou publicada. Portanto, esse é o eixo. Não importa mais quantos irão ler.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Um antilulismo movido a preconceito
Tem sido visto ultimamente uma gente, não é conveniente fulanizar por enquanto, tudo gente de bem e de bens, que leva uma vida boa e confortável do ponto de vista material, aquilo que se poderia chamar de: "privilegiados". Estão quase todos os dias a publicar ou compartilhar posts ofensivos contra Lula, a quem acusam de tudo, sempre com as piores acusações e desqualificações, já visando atingi-lo o máximo possível, com o claro objetivo de que toda essa carga negativa possa dar resultado no julgamento marcado para o dia 24 de janeiro próximo em Porto Alegre, ou seja, com o objetivo de fazer pressão sobre os juízes, que julgarão o caso. E no entanto, considero bastante curioso, que sobre os corruptos do seu próprio campo político, não dizem um "ái", nunca dizem nada, silenciam o silêncio da cumplicidade, como se esses nunca tivessem feito nada, como se não tivesse sido encontrado no apartamento de Geddel, na Bahia, a soma de mais de 51 milhões, uma mala com remessa para Temer com meio milhão de reais, malas e pacotes totalizando 2 milhões de reais entregues por Joesley Batista para Aécio Neves, um helicóptero com mais de 500 quilos de cocaína pura, com fortes suspeitas de pertencer a “Aécio & Perrela”, além de muitos outros fatos delituosos. Por que será? Portanto a acusação de corrupção usada à exaustão contra políticos do campo popular, a chamada esquerda, que foi utilizado como arma política para criminalizar e retirar da vida pública, várias personalidades daquele campo político, enquanto os seus corruptos preferidos, de várias siglas partidárias, como do PSDB, DEM, MDB e outros, foram e são blindados o tempo todo, não são atingidos pela justiça política, tendenciosa, SELETIVA e partidária deles, (in)justiça que está sendo usada e utilizada descaradamente, como instrumento de ação política. A estratégia de usar a corrupção, para atingir determinado setor da vida nacional, não cola mais, porque já está muito manjada, aliás é uma tática amplamente utilizada no país desde os anos 50 do século XX, foi assim contra Getúlio Vargas em 1954 com o famoso "mar-de-lama", um pouco contra JK, contra João Goulart em 1964, quando deram um golpe usando os quartéis, e agora contra Dilma, usando-se a desculpa esfarrapada das pedaladas fiscais e o judiciário. Sei que existem várias razões para agirem dessa forma, a que chama mais atenção é a falta de argumento político para o debate público, falta de uma "pauta do bem" para o país, são golpistas, e só conseguem chegar ao poder através de golpes, como o que deram em 2016. Não possuem argumentos convincentes para construir e estabelecer uma narrativa, trata-se de uma direita chinfrim, uma direita burra, que repetem o que assistem as nove horas no jornal nacional de todas as noites, de forma passiva, sem questionar, e que consideram como verdade quase absoluta. Não confessam jamais, talvez porque, para a grande maioria dos indivíduos do campo político conservador antilulista, não sejam ainda conscientes da grande motivação, que está por trás, que os mobilizam nessa cruzada maldita contra o líder político metalúrgico. Tenho um palpite, uma leve desconfiança, quase uma certeza, que o que está por trás desse ódio todo contra Lula, não tenha nada a ver com corrupção ou qualquer outra falta, que porventura Lula tenha cometido, ou deixado de fazer. Tudo leva a crer, que toda a campanha antilulista, tem a ver com o preconceito dessa “gente-de-bem”, que não se conformam em ter sido governados, e bem governados, por um político, que veio de baixo, das camadas mais inferiores da escala social. Para essa gente conservadora, com mentalidade fortemente escravista, embora a maioria deles não se dê conta, uma mentalidade herdada ainda dos tempos do escravismo nacional, dos tempos da casa grande e senzala, que essa gente ainda cultiva sem perceber. Daí tamanho preconceito. Para esse tipo de gente preconceituosa, político bom tem que ser doutor, de preferência bem apessoado, engravatado, com perfil elitista, mesmo que seja corrupto. Quem não se lembra de Fernando Collor em 1989? Para quem não importa o ser, o importante é a aparência. Por isso não toleram um político com o perfil de Lula, e ainda com um dedo faltando um pedaço, sem diploma universitário, sem boa dicção. Essa gente vive de aparência, por isso demonizam tanto Lula, que não corresponde jamais ao ideal do homem público idealizado. Um indivíduo, que vem de baixo e sobe na vida por esforço próprio, tão valorizado na cultura norte-americana, o chamado “self-made-man”, na cultura e mentalidade escravocrata brasileira não funciona, não é valorizado jamais. No afã de manter a sua situação de privilégios, vis-à-vis o restante e a maioria da população, não gostam nem um pouco de assistir alguma melhora para a gentalha, querem continuar pagando merreca à empregada doméstica, e de pouco ou nenhuma oportunidade para os do andar de baixo, por isso combatem tanto a política de cotas para pobres e negros, o bolsa-família e tantos outros programas de políticas públicas deixados pelo governo deposto. É uma gente de coração muito ruim, egoísta e preconceituosa. É lamentável assisti-los continuar cultivando a consciência num nível tão baixo.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Radar para detectar fans de Bolsonaro
Grande parte dos fãs de Bolsonaro adoram falar de corrupção, mas enrustem publicamente sua preferência eleitoral, gostam levantar o pau da bandeira anticorrupção bem alto. E assim, acusam fulano, sicrano e beltrano de corruptos, o tempo todo, praticamente só falam nisso, amam fazer o teatrinho da indignação contra a corrupção, com caras e bocas típicas da situação. Declaram-se militantes da luta anticorrupção, falam como se acreditassem, que o dia há de chegar, quando acabarão de vez com a corrupção, muitos procuram demonstrar, que acreditam nessa fábula, ou seja, acabar de forma definitiva com a corrupção. Esse é um discurso, que colou na cabeça dos simpatizantes do marqueteiro pseudo nazista, e quando digo marqueteiro, preciso esclarecer que esse personagem é vazio de qualidades e atributos, e precisa o quanto antes construir algo, preencher o vazio, e como não tem nada, qualquer coisa serve. Até mesmo fazer cara de mal, falar um pouco mais grosso, exalar mais testosterona, que os outros, e finalmente bancar o fascistão do pedaço, o bruto da esquina, que ameaça todo mundo, até o dia, que alguém o encare para valer, e descubra, que não passa de um fanfarrão, um falastrão, um enganador, um embusteiro, enfim uma fraude. Quando tenta-se investigar o que entendem por corrupção, parece ser um delito muito similar ao suborno, quando alguém molha a mão de outro, para obter vantagens, favores, privilégios. O campo da corrupção é muito mais vasto, não se limita apenas ao suborno, existem outras formas de corrupção, que a maioria desconhece, nem imagina sua existência. Diante desse quadro, fica mais fácil acreditar, que a maneira mais rápida e eficiente para combater o delito da corrupção seja a truculência, a violência desmedida contra meros acusados, o abuso de autoridade por partes de agentes públicos, o desrespeito à lei e ao estado de direito da sociedade civil, com todas as garantias da cidadania, presunção de inocência até que se prove o contrário, direito de defesa. É gente que acha, que bandido bom é bandido morto, frase tão propalada nos meios de comunicação, e repetida infinitas vezes pelos simpatizantes do campo político da direita. Então uma parte do aparelho repressivo de estado, na figura do ministério público e de seus procuradores, e do judiciário com certos juízes de primeira instância, onde grande parte deles receberam treinamento nos EUA. Aliás representantes do poder judiciário e MP de quase toda a América Latina receberam treinamento do mesmo tipo. Por isso começamos a assistir de 2013 para cá, uma justiça seletiva e dirigida contra uma determinada agremiação política nacional, sempre contando com cobertura espetaculosa da grande mídia, incluindo a televisão, seguida de muita truculência da parte da Polícia Federal, com conduções coercitivas ilegais e prisões preventivas a três por dois, quando cumprem mandatos de prisão solicitados por juízes de primeira instância, principalmente da força tarefa da Lava Jato em todos os seus braços e tentáculos, que vem se expandindo em várias unidades da federação, com a sede da operação em Curitiba, e como se fossem tentáculos de um polvo gigante e perigoso, que pegassem incautos também no Rio de Janeiro, Florianópolis e Brasília, a coisa foi se expandindo monstruosamente. Criou-se uma espécie de indústria da delação premiada. Que continua funcionando de vento em popa, até o momento da denúncia feita pelo advogado Rodrigo Tacla Duran, que vive hoje na Espanha, acusação de que procuradores da Lava Jato de Curitiba cobraram 5 milhões de dólares de propina, por um acordo de delação, além de admitir responsabilidades em uma série de crimes não cometidos. Como não aceitou as cláusulas do acordo espúrio, não precisou pagar e se refugiou na Espanha. Se agiram dessa forma contra Tacla Duran, não é difícil imaginar o quanto devem ter auferido em tantos acordos de delação já assinados até aqui. A denúncia foi feita numa CPI do Congresso, a suspeita está no ar, e espalha-se com muita velocidade. Acho que agora, a coisa está feia para o lado deles, está complicado para a Lava Jato. Da parte da população, que simpatiza com pautas da extrema direita, da direita truculenta e nazifascista, comportam-se como se um vírus maldito, tivesse se colado na mente de todos, tivesse sido inoculado e contaminado muita gente, e muitos não conseguem criar anticorpos, o vírus se fortalece e toma conta do cérebro, o domina, o escraviza, o transforma num quase robô, um morto-vivo, um replicante, um sujeito que repete as mentiras, que ouve, quando assiste tevê sem questionar, já não é mais capaz, perdeu completamente a autonomia, faz parte agora de uma grande manada irracional, incapazes de refletir ou pensar.
Assistam: Vídeo
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terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Fazeres
Sem dúvida, em tempos de tantas selfies e bigbrothers, da super exposição ‘full time’, que não para nunca, não para jamais, são incansáveis, estão em toda parte, todos conectados, em todos os lugares, no trem, metrô, barcas, veeletê, e em todos os ônibus da cidade, sempre fixados no pequeno monitor brilhante, durante 24 horas consecutivas. Chega a ser bom, dá certo prazer está envolvido em tudo, que anda rolando, toda essa rede louca, a imensa possibilidade de interagir, a quase infinita possibilidade de diferentes coisas rolarem, que chega dar certo calor, causa calafrio, porque é tudo muito viciante. Embora seja fugaz, acaba se eternizando na repetição. Existe espaço para manifestações das curtidas, onde se pode mostrar diferentes tonalidades de emoções, para as variadas qualidades de curtidas. Com tudo à mostra, e o prazer conexo do leitor ou audiência, para o que é exibido, onde além da curtida do bem, chega-se também à morbidez da curtida do escabroso, do escroto, da política do esgoto, do asqueroso viciante, dá prazer até mesmo, ver exposta as entranhas mais escondidas do outro, seu canto mais íntimo, seu canto mais particular, dos recônditos do seu cérebro, vê-lo compelido a compartilhar, tornar público e expor tudo, quando o pudor deixou totalmente de existir. Toda essa excessiva exposição, de todo tipo e gosto, o tempo todo de quase todos, acaba por conduzir todos para a lógica do maior número, do maior ibope, do próximo recorde em quantidade de visualizações, da maior quantidade de curtidas, e de compartilhamentos. Descobrir que precisa trabalhar cada vez mais e com bastante afinco e foco, para alcançar o sucesso total, se tornar popular, ser conhecido por um maior número de seguidores cada dia que passa. Enfim, trabalhar com afinco em busca de atingir o objetivo, até o momento que irá perceber, que não se deve priorizar a quantidade em detrimento da qualidade. Qualidade que precisa reagir, a busca da qualidade de conteúdo é sempre essencial e fundamental, se terá mais ou menos leitores não importa, se será lido mais ou menos é acidental, no máximo consequência, jamais causa ou pautar objetivos e a criatividade, criatividade sem a qual não sobrevive, ou apenas sobreviva. Dito isso, não se pode terminar sem fazer a ressalva, de quando se trata da política, o aspecto quantitativo tem alguma relevância, porque o agente público que cuida de ações e eventos políticos, como indutor de ações efetivas, como portador de verdades que precisam ser divulgadas, não apenas as verdades do político, mas as verdades sobre o bem comum, sobre bens públicos, que vai impactar e produzir uma ação benéfica para quem mais precisa. Nesse momento, quanto mais gente se consiga convencer e conquistar para a causa, para o seu lado, melhor. Convencer o maior número, para uma boa causa, sempre ajuda muito, porque precisa-se legitimar aquela ação política, com o crivo da maioria, precisa-se reverberar a ação, dar voz àquele grupo, dar voz ao coletivo, não se deixar alienar apenas pelo deus mercado.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Meu corrupto é melhor que o seu
Considero estarrecedor assistir, gente do campo conservador, direitista, gente que apoiou a quebra da legalidade e da Constituição, dando apoio ao golpe de Estado, que tirou do poder uma presidente legítima e eleita pelo povo, para colocar no poder um vice-presidente envolvido em várias falcatruas, já acusado duas vezes pela procuradoria da república por formação de quadrilha e outras ilicitudes, já suficientemente tornadas públicas. Um vice que após chegar ao poder, já teve vários de seus ministros afastados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça, formação de quadrilha e outros graves delitos, alguns deles, inclusive já estão ou estiveram presos, mas blindados, que foram, por um Congresso composto por gente eleita com dinheiro sujo, fez com que um corporativismo do mal, os livrassem da cadeia. O que mostra a evidência bastante clara, que não foi o problema da corrupção, coisa crônica da história da política brasileira, a razão maior, que moveu os golpistas para retirar do governo a presidente Dilma, já que de lá pra cá, a corrupção só aumentou, e os paneleiros nem tocam mais no assunto. Portanto as razões do golpe foram outras.
Como dizia, tem-se visto alguns notórios golpistas, gente que foi para a rua vestido de verde amarelo, para apoiar o golpe, usar hoje o expediente, uma tentativa vã, na minha opinião, para desgastar a imagem do maior líder político do campo popular brasileiro, publicar em redes sociais imagens de Lula junto a outros políticos, que hoje se encontram presos, como Sérgio Cabral por exemplo, fotos postadas completamente fora do contexto. Fotos que foram clicadas há muitos anos atrás por ocasião de alguma solenidade, inauguração de obra, ou de quando o Rio de Janeiro foi contemplado como sede da Copa do mundo de futebol ou das olimpíadas, conquistas bastante comemoradas na ocasião pelo população do Rio, e evidentemente, não poderia ser diferente, também pelos dirigentes políticos do estado na ocasião. Fotos que hoje, alguns golpistas estão usando de má-fé, visando atingir a imagem do ex-presidente Lula. Acontece, que os mesmos apoiadores do golpe, que compraram na primeira hora, a ideia de Aécio Neves, seus fiéis eleitores, de sabotar de todas as formas o segundo governo Dilma, por não aceitar o resultado das urnas como legítimo. DIANTE dos delitos criminais praticados por seu queridinho político SILENCIAM. Quem cala consente, já dizia o velho ditado. Então chega a ser ridículo assistir a forma como esse tipo de gente se comporta diante dos fatos políticos. Comportam-se como quem diz, “Ah, meu corrupto é melhor que o seu”.
Como dizia, tem-se visto alguns notórios golpistas, gente que foi para a rua vestido de verde amarelo, para apoiar o golpe, usar hoje o expediente, uma tentativa vã, na minha opinião, para desgastar a imagem do maior líder político do campo popular brasileiro, publicar em redes sociais imagens de Lula junto a outros políticos, que hoje se encontram presos, como Sérgio Cabral por exemplo, fotos postadas completamente fora do contexto. Fotos que foram clicadas há muitos anos atrás por ocasião de alguma solenidade, inauguração de obra, ou de quando o Rio de Janeiro foi contemplado como sede da Copa do mundo de futebol ou das olimpíadas, conquistas bastante comemoradas na ocasião pelo população do Rio, e evidentemente, não poderia ser diferente, também pelos dirigentes políticos do estado na ocasião. Fotos que hoje, alguns golpistas estão usando de má-fé, visando atingir a imagem do ex-presidente Lula. Acontece, que os mesmos apoiadores do golpe, que compraram na primeira hora, a ideia de Aécio Neves, seus fiéis eleitores, de sabotar de todas as formas o segundo governo Dilma, por não aceitar o resultado das urnas como legítimo. DIANTE dos delitos criminais praticados por seu queridinho político SILENCIAM. Quem cala consente, já dizia o velho ditado. Então chega a ser ridículo assistir a forma como esse tipo de gente se comporta diante dos fatos políticos. Comportam-se como quem diz, “Ah, meu corrupto é melhor que o seu”.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Banalizaram a corrupção
A impressão que se tem, olhando o panorama visto de longe, após assistir, durante muito tempo toda a campanha do impeachment contra Dilma, quando se falou tanto contra a corrupção no governo do petê, partido que, dizia-se, precisava ser banido da vida pública nacional, exatamente por quem, depois assumiria o governo central, e contra quem havia sérias denúncias criminais, acusações gravíssimas. Pois bem, para tomar o poder, alcançar os objetivos golpistas, falou-se muito sobre corrupção, falaram o que nunca haviam falado, e não haviam falado antes, porque também sempre foram corruptos, envolvidos em diversas falcatruas com dinheiro público. Agora para conseguir derrubar uma presidente enfraquecida politicamente, sem apoio na Câmara, bombardeada o tempo pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha, outro corrupto, com um arsenal de pautas bombas, lançadas uma atrás da outra, visando impedi-la de governar, nada que vinha do Planalto era aprovado na Câmara, a maioria nem chegava à votação, que o boicote de Cunha acabava engavetando. Os golpistas falaram muito de corrupção, usaram vários meios para tratar do assunto, a televisão, revistas, jornais, rádios e principalmente a internet, durante o golpe/impeachment, não importa quem venha primeiro, golpe ou impeachment, mas falaram tanto, sempre com a ideia de corrupção conectada a suborno, limitada apenas ao suborno, suborno quase como definição de corrupção, jamais se mencionava ou se atentava para outras formas de corrupção, que não são poucas, como se sabe, tão nefastas quanto ou mais, que o suborno. E essa banalização da palavra corrupção se deu, quando usaram e abusaram do termo em demasia, usaram em excesso, que o termo acabou se tornando uma palavra desgastada, a tal ponto, que não é difícil encontrar um corrupto contumaz, gente com vários inquéritos nas costas, denunciado como suspeito de práticas ilícitas, blindado pelo privilégio do foro, e que está livre, para gerir seus negócios ilícitos, todo mundo sabe, todo mundo conhece, fala-se a respeito, o rumor é geral, nas colunas de jornais impressos e também publicados na internet. Enfim, o rumor está em todas as bocas, mesmo assim, para encarnar o personagem, a primeira impressão que vem é a figura do político, mas não apenas os políticos são protagonistas nessa história, essa habilidade, hoje em dia, é encontrada e vista em todas profissões. Vamos supor que o personagem seja um político corrupto. Da maneira que falaram de corrupção, se o leitor tivesse feito a cabeça pelas mídias dominantes, diria que político e corrupto são quase sinônimos, tal foi o processo de desqualificação do político pela oposição ao governo Dilma, sendo que os próprios, agora estamos vendo realmente, o quanto a cúpula toda do golpe é corrupta, chefiada pelo gangster maior com cara de vampiro, Michel Temer, que se protegia, enquanto armava seus planos diabólicos, deixando a sua retaguarda sob o comando do "general" Eduardo Cunha, chefe de mais de cento e quarenta gatunos na Câmara dos deputados, todos eleitos com dinheiro sujo, obtido através da venda de favores, no balcão de negócios em que se transformou a Câmara dos deputados, além de muitos outros acusados, entre os quais, figuras como Moreira Franco, Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima e Henrique Alves. Pois bem, estou cansado de assistir gente desse naipe, figurões de alto escalão, prefiro dizer, bandidos de alto escalão, vir a público, seja em entrevista na televisão, ou na internet, a fazer declarações e até, muitas vezes, discursos inflamados contra a corrupção. É inacreditável, mas é verdade, quem vive no Brasil, sabe do que estou falando.Quem não se lembra de ver Geddel Vieira Lima e família, por exemplo, todos vestidos de verde e amarelo, em manifestações públicas na Bahia contra a corrupção. Uma desconsideração total e completa com a verdade, e com a inteligência alheia, como se tudo pudesse ser tudo, uma desfaçatez completa, quase um cinismo, não no sentido filosófico, propriamente dito, mas no senso comum mesmo. Como numa peça de Luigi Pirandello, “assim é se lhe parece”. Tem gente que pensa, que para tirar o oponente do caminho, basta desqualificá-lo gratuitamente, sem motivo ou razão aparente, e do nada, transformar o adversário num nada, de uma hora pra outra, como num passe de mágica, desconsiderando toda a história de vida do oponente, sua formação, eficiência na execução de seus objetivos, vontade própria, convicções, crenças políticas e ideológicas, pensa que pode destruir sua imagem sem motivo, emburaca e escancara o desrespeito contra o adversário, com truculência, violência inaudita, violência não esperada. Acusa o adversário de corrupto, sendo o próprio acusador um corrupto incurável. O sujo falando do mal lavado.
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