quarta-feira, 23 de março de 2016

Breves comentários 2


1 - Devo dizer nesse breve comentário, que esse curta de 1943 de Walt Disney, com o mundo em plena guerra, tinha como referência clara a Alemanha de Hitler. MAS também poderia se fazer conexão com os dias de hoje, com o papel de uma mídia golpista, etc. Ou então afirmar de forma cínica que: "qualquer semelhança com fatos ou personagens dos dias de hoje É mera coincidência". https://www.youtube.com/watch?v=AILy4KHBIEE&feature=share

2 - Volto a compartilhar o texto abaixo escrito em 2010 em forma de carta, pela atualidade do assunto, já que os atores são praticamente os mesmos, e a luta política se acirrou muito nos últimos tempos. Com apenas uma diferença relevante daquele tempo para os dias de hoje, é que naquela época a democracia não estava correndo os mesmos riscos de hoje.

3 - É a tropa de choque do golpe, os combatentes da direita golpista da linha de frente, PAULINHO MANDADO, EDUARDO CUNHA, ALOYSIO NUNES, AGRIPINO MAIA e diversos outros; que recebem apoio moral e pecuniário de toda a gente, inclusive de gente que conheci se dizendo democrata de carteirinha, e pelo que assisto hoje era tudo só da boca pra fora. Espero ver mais tarde, depois de passada essa tempestade toda, se essa gente vai se redimir e se desculpar, afinal de contas eles deram apoio a um GOLPE DE ESTADO de forma escancarada, e um golpe escroto, diga-se de passagem. UMA VERGONHA!
4 - Muito interessante, uma aula de história dada de uma forma gostosa, e fica muito claro, como se usa a corrupção para acusar adversário de forma seletiva, com dois pesos e duas medidas. Sempre foi assim no Brasil, pelo menos no período visto no artigo, de Vargas nos anos 50, Juscelino que veio logo a seguir, e que fez, fundou e transferiu a capital do Rio para Brasília tudo no mesmo mandato. Em seguida com João Goulart, que eles conseguiram derrubar através de golpe em 64 e permaneceram no poder até 85. Acho que nem preciso dizer que durante o período ditatorial nada disso podia ser usado devido a censura, ele menciona o caso da morte suspeita de um embaixador brasileiro no Paraguai, que disse num jantar, que pretendia contar num livro, que estava escrevendo sobre a corrupção nas obras da Usina de Itaipu. E finalmente com Lula do mensalão e agora com Dilma Rousseff, mas desses ele não fala muito, só subtende-se a conexão clara de toda a lógica, do modus operandi da direita. Bom texto.
Tem a ver com tudo aquilo que compartilhei aqui hoje, o falso moralismo dos arautos da anticorrupção, onde parece que são todos puros e vestais, diante de um mar de lama, lembram desse lema(?), que o Lacerda usou em 1954 contra Getúlio, pois é ele está de volta com outros nomes. A lógica é a mesma, mas como sabemos através da história e pela experiência, que isso é tudo cortina de fumaça, uma espécie de biombo para esconder as verdadeiras INTENÇÕES E INTERESSES, só serve para dar um reforço na aparência de normalidade e justificativa, para poder quebrar a legalidade das normas constitucionais e DAR O GOLPE.
5 – A PROPÓSITO DE GILMAR MENDES
É por isso que digo, que essa coisa de ficar apontando os corruptos apenas no PT, além de ser desonesto, é hipócrita e ridículo. Quem faz isso não está falando sério e não se incomoda com corrupção coisa nenhuma, porque quando se trata dos corruptos do lado deles, é um SILENCIO absoluto, uma conivência cretina, e todos eles continuam fazendo uma tremenda vista grossa, não enxergam nada e permanecem com aquele olhar bovino indefinido. Por isso que digo que não perco o meu tempo, não discuto nem respeito os cretinos hipócritas, que continuam usando a bandeira da corrupção como arma política. Quanto a essa figuraça da foto abaixo: "Esse cara é uma pemba, não tem o menor perfil de ministro da suprema corte, escolhido por FHC é cria dos tucanos e de toda a laia. Boquirroto, como só ele, adora quando vê uma câmera, pois adora aparecer na mídia e nos noticiários de tevê". http://noticiasparana.com/protetor-de-corruptos/

6 - OS MEUS ALIADOS SÃO MELHORES?

Que moral tem uma certa classe média, de em meio a toda a crise política protagonizada pelas principais lideranças da oposição e apoiada por eles, DE APONTAR O DEDO contra quem apoia o governo, seja quem for, com a acusação de CORRUPTO, QUANDO essa mesma classe média apoia de forma incondicional o maior bandido e criminoso da república: Eduardo Cunha? Transformando-o quase em herói nacional, levando faixas e cartazes para as suas passeatas golpistas o apoiando deliberadamente. A bandeira da corrupção é uma farsa, um grande engodo. Conta outra para eu rir, porque essa já tá muito gasta. Isso parece aquela piadinha de que: "Ah, o meu corrupto é melhor do que o seu". TÁ BOA SANTA!!!
7 - O golpe contra as instituições brasileiras, ensaiado atualmente pelos golpistas, entreguistas, vendilhões do país a interesses escusos de toda sorte, da malta antidemocrática, conservadora, reacionária, fascista, intolerante, violenta, agressiva, homofóbica, estúpida, enfim todo o rebotalho daquilo que existe de pior e ruim em nossa sociedade, que deixam as suas cloacas contaminadas pelo ódio e pela sujeira de todo o tipo, para disseminá-lo indiscriminadamente por toda a parte, JÁ COMEÇAM A COLHER RESULTADOS adversos PELA REAÇÃO INTERNACIONAL A TODA ESSA SANHA GOLPISTA E ANTI-DEMOCRÁTICA, com a declaração da chanceler argentina ontem.

segunda-feira, 21 de março de 2016

PORQUE NÃO RESPEITO OS CONSPIRADORES






Não consigo, nem fazendo o maior esforço do mundo, respeitar quem escolhe botar o futuro e o destino de milhões de crianças brasileiras a mercê de potência estrangeira; não respeito aqueles que por não gostar do protagonismo do país no cenário internacional na formação dos BRICS, passou a conspirar contra os interesses do país e a favor de potência hegemônica; não respeito quem conspira contra o destino e o futuro de milhões de brasileiros associando-se a agentes do serviço de informação e espionagem dos EUA; não respeito quem conspira para derrubar uma presidente legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiros, que não querem ter os seus votos cassados sem mais nem menos; não respeito quem conspira abertamente todos os dias na imprensa contra os interesses do país; não respeito aqueles que vem pra tevê afirmar que o país não tem mais condições de continuar sustentando o amparo social aos mais pobres; não respeito gente que estava acostumada a ser subserviente a tais potências, onde até pouco tempo atrás embaixadores e chanceleres da república se humilhavam, abaixavam a cabeça, tiravam até as meias diante de autoridades da imigração americana, além de todo o salamaleque subalterno. Conspiram contra o estado de direito, conquistado a duras penas, após 21 anos de lutas, sofrendo prisões arbitrárias e injustas, torturas e até mortes nas masmorras da ditadura militar de direita, APENAS porque não estão de acordo com um governo, que num período curto de dez anos gerou quase 19 milhões de empregos. Que aumentou o salário mínimo acima da inflação do período em mais 70%. Que retirou da miséria absoluta dezenas de milhões de brasileiros. Que quitou a famosa dívida externa brasileira com o FMI, e hoje tem superávit de mais de dez bilhões de dólares. Que conseguiu acumular em dólares americanos uma reserva de mais de 370 bilhões. Que dobrou a produção de alimentos a ponto de hoje ser considerado uma verdadeira potência agrícola, e ocupar os primeiros lugares tanto na produção como na exportação de várias commodities agrícolas. Que saiu de uma exportação perto de 60 bilhões de USDL para algo ao redor dos 200 bilhões. Que construiu milhões de casas populares. Que criou dezenas de políticas públicas para amenizar e minimizar as agruras por que passa cidadãos das classes subalternas, como por exemplo: Fiés, Prouni, Luz para todos, Ciência sem fronteira, Mais médicos, minha casa minha vida, entre muitos outros mais. Quem viaja com frequência de avião, sabe como aumentou de forma colossal o número de passageiros, de perto de 30 milhões para mais de 120 milhões de passageiros por ano. Não quero dizer que tudo foi uma maravilha, houve erros já confessados, poderia se ter feito mais e com mais eficiência na gestão até mesmo aquilo já realizado. Costumo dizer que os governos do lulupetismo estão sendo demonizados muito mais pelos acertos do que pelos erros. CERTAMENTE. Agora sabotar a vida de todos os brasileiros, jogar os brasileiros nessa dificuldade que estamos a passar na economia, por causa do método de fazer política jogando o país no caos, rumo ao abismo, do quanto pior melhor, das pautas bombas postas por um presidente da câmara criminoso, que só foi eleito presidente com a missão específica de melar, obstaculizar, criar óbices, atrapalhar o governo, e finalmente trabalhar pelo impeachment, aliás como fizeram em 2006, elegendo Severino Cavalcanti, porque queriam cassar o Lula. E para concluir, ainda ter a cara de pau de oferecer em troca, para substituir o atual governo, dar como recompensa, a volta de um país colonizado, menor, subalterno e apequenado, como estão a dizer a toda a hora em seus programas comprados, golpistas e entreguistas da tevê paga. NÃO, definitivamente NÃO. Como a presidente Dilma disse que não confiava num delator, eu afirmo com veemência que não confio nem respeito um CONSPIRADOR seja que conspirador for.

Breves comentários sobre a conjuntura política




1 – Pelo senso comum já virou quase um truísmo considerar a política como uma coisa suja. É verdade, se envolver com a coisa da política corre-se o risco de ficar fedorento. Porque a política fede a excremento, sangue, tem o cheiro da morte e outras coisas piores. Como escreveu Maquiavel em seu ‘O Príncipe’, não existe ética nem pode existir ética na política. Agora, tem hora que não dá para não se envolver com a coisa política, nem falo da paixão político partidária, porque como gostava de dizer em sala de aula um velho professor: “aqueles que dizem não gostar de se envolver com a política, a política se encarrega de se envolver com eles”. Portanto não tem jeito, tem hora que é preciso opinar, escrever algo, discutir com um amigo chegado e finalmente dar o seu voto quando tem eleições. É o nosso papel mínimo enquanto cidadão. Bem, dito isso, como uma breve introdução, passo a seguir a acrescentar algumas pequenas notas, que andei recentemente postando no Facebook, em geral a título de introduzir algum artigo que estava compartilhando com os amigos.
2 - ALÉM DE GOLPISTA TAMBÉM ENTREGUISTA
Tem muito inocente útil achando que está fazendo a coisa certa, sem perceber que apenas está sendo utilizado como instrumento de agentes muito bem treinados em Belgrado ou Israel, estão evitando agora enviar direto para os States para o devido treinamento, fica muito na pinta. O objetivo é levar o país para o caos total, porque assim fica mais fácil depois, manipularem o governo desejado. Será que você quer realmente levar toda a sua sociedade ao caos total e completo? Faça essa pergunta para si mesmo de verdade. Se forem bem sucedidos o risco da formação do Brics termina, é a lógica do império. E você o que acha de tudo isso? Quer dizer que além de GOLPISTA agora também se tornou um ENTREGUISTA, ou seja, aquele que entrega o futuro e os interesses do país e de toda a sua gente, todo o seu povo, para servir aos interesses de uma nação estrangeira, que não deseja nem um pouco que o nosso país siga tendo autonomia e um destino próprio.
3 - É incrível, como em história, os fatos se repetem, e as pessoas não percebem, acabam por cometer os mesmos erros e equívocos, e depois vão chorar lágrimas e lamentar. É bom ficar ligado! Acorda gente! Sou brasileiro, e não quero ver o meu país ir ao reboque de interesses escusos, ter o seu futuro e a sua autonomia SABOTADAS. Parceria com o império SIM, mas sempre com autonomia e altivez, no rumo firme de uma nação que quer o melhor para todos os seus filhos, como diz o hino nacional.
4 - O autor do artigo, muito bem escrito por sinal, traça um paralelo entre o papel de estado de agentes públicos, como é o caso do poder judiciário na Alemanha de Hitler. Onde perder um pouquinho de garantias legais e constitucionais para os cidadãos individuais, não era nada de mais, o que valia mais era o interesse maior do país, e que acabou dando no que deu, como vimos todos. Segundo o autor esse não seria um bom caminho para o nosso país.
5 - A Globonews continua a sua campanha sem trégua pelo golpe, ontem a noite mais uma edição do programa Painel, ancorado pelo agente duplo William Waack. Sempre com três comentaristas confabulando os possíveis desdobramentos da crise até a efetivação do golpe fatal contra o país e as suas instituições. Um total e completa conspiração contra o país, as suas instituições e o seu povo. Se isso fosse na China seria a forca na certa. Uma guerra declarada contra o governo do país legitimamente eleito, como é que pode, assim na cara de pau. Se alguém falar alguma coisa contra, eles alegam o direito à "liberdade de expressão", mas liberdade para destruir o país, não pode. O governo precisa reagir a tudo isso, denunciar esses programas abertamente conspiratórios. Um absurdo. Isso não existe em nenhum regime democrático do mundo ocidental. Inacreditável e INACEITÁVEL. Aliás está cheio de jornalistas brasileiros fazendo bico em serviços de informação norte-americanos e de espionagem, agora exatamente o que fazem é segredo não revelado, agora mesmo vazou mais um nome, um jornalista da Folha: Fernando Rodrigues. Vender por alguns trocados os interesses do país e de sua gente, seu povo, para uma nação estrangeira, colocando assim em risco a segurança nacional, deveria ser considerado crime hediondo, inafiançável, crime de lesa pátria, que atenta contra a segurança nacional. E no entanto alguns desses cidadãos continuam por aí, atuando livremente, conspirando e espionando, e ainda posando no papel de grandes figuras midiáticas e/ou outras, há o rumor de que até agentes públicos de Estado também foram cooptados.

6 - Tem que denunciar mesmo esses hipócritas, gente do tipo de FHC que se coloca em suas palestras no exterior como um defensor da democracia, e internamente e de forma cabotina é um intransigente defensor do GOLPE.
7 - O artigo torna-se mais interessante, quando expõe, põe a nu, a estrutura do sistema político nacional, de como se mantém, se reproduz e se financiam os 28 partidos políticos brasileiros. De forma tal, que é impossível depois de ler o texto, continuar achando que foi o PT quem inventou a corrupção, já escutei até que corrupção e PT eram sinônimos. Caso ainda exista alguém que se recuse: 'abandonar tal crença', só resta avaliar que no mínimo trata-se da mais pura MÁ-FÉ, isto é: DESONESTIDADE mesmo, para falar em português claro. Alguns mais sofisticados, afirmam que a noção de má-fé do passado, sobretudo da obra sartriana, teria evoluído, para algo mais geral, que afeta muita gente ao mesmo tempo, algo similar a noção de espírito do tempo do idealismo alemão, e se manifesta na forma de CINISMO COLETIVO contagiante, como um vírus midiático que contamina os incautos e desavisados, que cola na mente. E de forma similar a época do surgimento da AIDS, ainda não foi descoberto nenhum tratamento eficaz para o transtorno, não tem pílulas nem cura. Com isso, limpa um pouco a barra dos afetados pelo transtorno na questão da responsabilidade.
8 - Todos os golpistas e conspiradores contra a democracia continuam num frenesi intenso, principalmente os agentes midiáticos segundo afirma o jornalista americano Glenn Greenwald durante a entrevista. A busca do golpe já vem sendo armada desde 2013. E nós que víamos celebrando não só a conquista, mas também a consolidação do regime democrático em nosso país, estamos vendo que não é bem assim que a banda toca, e isso é extensivo para toda a América Latina, onde as elites só respeitam a Lei quando estão no comando do poder político. Eles não se conformam em ser oposição, querem levar na mão grande através de golpes, e se por acaso não conseguem, se antes se valiam das forças armadas, a novidade agora é o golpe através do judiciário com a ajuda da grande imprensa, como fizeram no Paraguai recentemente. Só achava que pelas dimensões continentais e do tamanho de sua população, fôssemos escapar dessa sina, tão comum pela América Latina afora.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Um certo olhar



Um certo olhar

Assistindo um documentário sobre a biografia de Bob Dylan, observei o ator, que fazia o músico, dizer numa fala do roteiro: "quando se tem amor e sexo envolvido, fica muito difícil saber porque, e como, as coisas acontecem". Resolvi que seria bom antecipar a volta para casa, fazer o check-out do hotel mais cedo, encerrar a conta e entregar a chave do quarto antes do previsto, contrariando a intenção inicialmente prevista de almoçar com umas amigas antes do retorno definitivo. Ao entrar no saguão principal do hotel vindo do quarto, já com as bagagens e a chave na mão, dei de cara com Tiago sentado no sofá da sala de espera. Encontrei o seu olhar enquanto me movimentava para entregar a chave na recepção, e não foi nada bom o que vi. Um olhar feio, cheio de maldades e ondas ruins. É muito difícil descrever esse tipo de impressão, pois envolve uma série de sentimentos complexos, num campo das relações humanas bem particular, que é quando verdadeiramente se chega o mais próximo possível do outro, independente de que haja correspondência ou não no mesmo nível e na mesma direção. Na hora passei batido, apenas registrei o olhar negativo e segui em frente, e logo avistei as amigas sentadas um pouco mais adiante em volta de uma mesa ainda do café da manhã.

Ao sentar-me, servi-me de um bom copo de suco de laranja e me pus a falar e conversar, uma conversa que precisava fazer "tête à tête", na busca de compreender e saber como se deu a morte de um amigo comum recentemente, o que só havia feito até então por telefone, e aquela era uma boa e rara oportunidade. Durante a conversa, confesso que permaneci meio dividido, aquele olhar enviesado não me saía da cabeça, sentia que precisava terminar a conversa e partir, botar o pé literalmente na estrada. Coisa que interferiu o tempo todo no bate papo. Agora, depois de tudo que se deu, posso reforçar a convicção com segurança, que havia uma dose de ódio muito forte naquele olhar. Mas só depois de algum tempo e com o desdobramento posterior, é que posso realmente me dar conta da força expressiva daquele olhar, no sentido de que era uma coisa mais voltada para o lado negativo, o lado mau. Todos os nomes que existem para tal sentimento, dentre os quais: raiva, ódio, rancor, mágoa, ressentimento, etc., em diferentes tonalidades e matizes era o único recurso que tinha em mente, o recurso linguístico, precisava nomear aquele olhar, e dessa forma fazia um esforço tremendo em busca de entender o que estava rolando, saber porquê. Embora houvesse um detalhe curioso nessa história e nesse olhar, foi descobrir que o corpo não acompanhava o olhar, não estava em sintonia com ele. É muito louco poder dizer, que nesse caso o corpo contava muito pouco, ou quase nada. Por outro lado, sabemos que a dicotomia entre um estado de espírito e outro, isto é, entre amor e ódio seja ilusória, porque não se deixa um sentimento e entra em outro assim de estalo, de supetão, como quem muda de veículo no transporte público. Entre um sentimento e outro há toda uma zona grande de diferenciação, com pequenos e sutis graus de diferença tanto numa como na outra direção, sentido e rumo. Mas naquela hora, sentado no sofá, não lembro mais se assistia tevê ou não, passar pelo saguão e encontrar um olhar com toda aquela carga negativa, foi terrível, muito embora na hora tenha conseguido me manter firme e controlar bem a situação. Outro ponto marcante nesse episódio foi descobrir o quanto nosso agir, as escolhas e tomadas de decisão imediatas, não são deliberadamente conscientes e racionais, de onde deriva muitos arrependimentos futuros por conta de súbitas e intempestivas ações. Quem sabe uma pesquisa futura feita com afinco, venha revelar: o quanto de mitificação da realidade existe nessas súbitas tomadas de decisão e escolhas. É possível algum autocontrole? É claro que algum nível de controle é possível. Agora isso vai depender de uma série de fatores, como por exemplo, idade, sexo, orientação, nível econômico e educacional, além de escala de valores, etc., e até mesmo o momento, que se está a passar, e toda conjuntura vigente. Como costumamos flutuar entre momentos de euforia e depressão em variados graus, essa volatilidade emocional e afetiva também influi e afeta o nível de consciência das escolhas e decisões tomadas. O que pode levar muitas vezes, se tomar as decisões mais estapafúrdias possíveis. Posso garantir que fica muito prejudicada a nossa capacidade de pensar e refletir nessas horas. Ainda não consegui descobrir, nem sei por que cargas d’água, aquilo tudo que passou naquela manhã, não ajudou a acender a luz amarela de advertência, restou apenas um breve registro na memória para uma análise posterior, só isso e apenas isso. A ponto de não ser suficiente nem para determinar as minhas tomadas de decisões seguintes, nem ao menos fui capaz de me tornar mais prudente dali em diante, mais vigilante e diligente. Pelo contrário, me mantive praticamente do mesmo jeito, que vinha me mantendo até ali, não relaxei totalmente e nem tampouco fiquei tenso. Apenas tomei a decisão, que era hora de voltar, entrei no carro em direção à Nova Friburgo sentido Rio das Ostras, com a determinação que precisava economizar um pouco de gasolina e cortar caminho, reduzindo a quilometragem da viagem de volta, evitando um grande trecho da BR-101, entre o trevo de Macaé e Rio Dourado, onde tem um intenso tráfego de grandes carretas e em consequência muito risco de acidente.




sábado, 12 de março de 2016

Crenças políticas e interesses de uma certa imprensa

Escolher que notícia, imagem ou fato merece ter mais ou menos visibilidade, maior tempo de exposição, e o tipo de exploração, que será feita, nos veículos de comunicação de massa, isto é, nos principais jornais, revistas, emissoras de rádio, canais de tevê aberta ou paga, e até na internet. Escolha que é feita por gente de carne e osso, gente como a gente, só que envolvidos e engajados em outros interesses, preferências políticas, que pode ter o rabo preso com alguém, ou que deve favores a A ou B, ou que seja mais liberal na economia, enfim gente que tem uma ideologia. E portanto quando explora a divulgação de um fato, carrega nas tintas, ou prefere dar destaque maior a uma determinada notícia ou fato em detrimento de outra, está a fazer política e essencialmente movida por ideologia, por uma crença ideológica não importa qual. Mesmo não querendo fulanizar, é impossível não lembrar o papel que cumpriu as Organizações Globo em sua relação carnal com a ditadura militar de direita de 1964. Nascida um ano após o golpe, a Globo é filha primogênita da ditadura, ou o autêntico filho, como alguns gostam de falar. Cresceu, fortaleceu-se, criou massa muscular e enriqueceu, sob os auspícios da ditadura militar de 64, de quem acabou se tornando uma grande aliada política e ideológica. Quando indagamos hoje: “em que mãos estão os nossos maiores veículos de mídia?”. A resposta joga de imediato um foco de luz sobre o ideário dessa gente, suas crenças políticas e valores. Quem apoiou a ditadura militar de extrema direita, que nos governou de 64 a 85 do século passado, apoiou tanto que acabou por se tornar uma espécie de porta voz oficial do regime militar. Que se recusou a noticiar e mostrar todo o movimento pelas "Diretas já" em 1984, como se fosse um fato invisível para os olhos do homens da Globo. E nos anos pós ditadura trabalhou intensamente e com afinco pela derrota de Lula e a favor de Collor em 1989, e também por toda grade televisiva e suas pautas que exibe em seus principais veículos. Ninguém tem dúvida da posição político-ideológica dos principais dirigentes da Organização, é tudo muito claro e quase transparente, mesmo que essas posições não sejam jamais explicitadas oficialmente. Eles não precisam vir a público afirmar se são isso ou aquilo. A prática política dessa gente, suas escolhas mostram, exibem e deixam claras as suas posições. Tudo isso me faz recordar de um programa que existe na Globonews, canal pago da Organização, apresentado e ancorado por William Waack aos sábados, hoje não vejo mais, aliás já deixei de assistir há algum tempo, mas posso testemunhar pelo período que assisti, que mostra como os dirigentes do programa ignoram que existe o contraditório, porque jamais faziam os episódios com gente que fosse contra e algum pelo menos a favor do governo para estabelecer um nível mínimo, que fosse, do contraditório. Não, nunca, jamais. Eles sempre produziam o programa em forma de painel sobre um tema específico com três comentaristas convidados, alguns quase figurinha carimbada, porque sempre participavam. E haja bater no governo durante todo o tempo de duração do programa. Isso mais de uma vez por semana, com as repetições que o canal disponibilizava daquela emissão em outros horários, era quase uma overdose de notícias negativas contra o governo, e também uma tortura mental para os assinantes que não estavam de acordo com nada daquilo. Era uma espécie de cartilha política sendo passada para a população o tempo todo, de formatação tipo lavagem cerebral da pior espécie. Quando mudava para o papel impresso, o jornal, encontrava sempre com a coluna da jornalista Miriam Leitão, outra que deixei de ler. Quando chegava nessa coluna, sempre dava uma passada rápida d’olhos para ver do que se tratava, e por mais incrível que possa parecer, nunca vi essa senhora publicar alguma coisa favorável ao governo, uma nota que fosse de algo positivo, nada, era só doses diárias com peso cavalar de puro baixo astral. Nem durante os anos de bonança do período Lula,  ela mudou, continuou falando mal do governo durante esse tempo todo, nunca entendi porque não se fatiga nunca de fazer isso, bater no governo, embora saiba que além disso ela fez outros trabalhos, escreveu e publicou livros, etc. E como é provável que ela tenha muitos leitores,  o que aumenta a sua responsabilidade, e também o seu ibope e a sua influência ideológica sobre um grande número de pessoas, que também são eleitores. É claro que essa dose cavalar de crítica e intriga política, acaba por pesar muito contra a imagem de qualquer governo, queima o filme, provoca desgaste, aquele negócio de “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, é exatamente isso. Se acrescentarmos também alguns erros do próprio governo, pronto, está feito o cenário perfeito, favorável e muito atraente para os golpistas. Além da participação de inúmeros outros comentaristas tanto de política como de economia, fazendo e aumentando a carga do contra. Em relação a economia e a política, praticamente não existe fronteira entre as duas ciências, é muito tênue a linha entre ambas, nos primórdios a ciência econômica era conhecida como: "economia política". É unânime e constante a repetição da mesma cartilha ideológica, a mesma lavagem cerebral. Então o resultado é isso, que estamos a assistir cotidianamente, gerando uma crise política que contamina a economia e acaba por afetar toda a população, prejudicando MAIS como sempre os mais pobres. Aliás o principal alvo dessa cantilena de direita, parece ser a figura da presidente que é constantemente atacada e demonizada, mas o alvo principal a atingir são as políticas públicas de transferência de renda para os mais pobres através de vários programas sociais, como a política de cotas para negros, um programa extremamente satanizado. É isso que querem mudar de fato, a figura da presidente é apenas simbólica, ela não é tão incompetente como a mídia apregoa diariamente e os eleitores mais simples acabam por acreditar. E também por toda aquela gente mal vestida, que emergiu e hoje prefere viajar de avião, e que é extremamente ridicularizada nas redes sociais. Toda essa política favorável aos mais pobres não é nem um pouco bem vista. É isso que está em jogo, além também da questão dos 'Brics' e da inserção do país no mundo,  não é a corrupção em absoluto. A pauta da corrupção é só uma fachada, uma espécie de cortina de fumaça, para desgastar mais ainda a imagem do atual governo. Quem conspira a favor do golpe para tirar a presidente, é gente que não gosta nem um pouco da política favorável aos mais pobres desse governo, eles querem mais do que nunca mudar e acabar com tudo isso. Que não se tenha nenhuma ilusão a respeito disso e nem a menor dúvida.

Crenças políticas e interesses de uma certa imprensa

Escolher que notícia, imagem ou fato merece ter mais ou menos visibilidade, maior tempo de exposição, e o tipo de exploração, que será feita, nos veículos de comunicação de massa, isto é, nos principais jornais, revistas, emissoras de rádio, canais de tevê aberta ou paga, e até na internet. Escolha que é feita por gente de carne e osso, gente como a gente, só que envolvidos e engajados em outros interesses, preferências políticas, que pode ter o rabo preso com alguém, ou que deve favores a A ou B, ou que seja mais liberal na economia, enfim gente que tem uma ideologia. E portanto quando explora a divulgação de um fato, carrega nas tintas, ou prefere dar destaque maior a uma determinada notícia ou fato em detrimento de outra, está a fazer política e essencialmente movida por ideologia, por uma crença ideológica não importa qual. Mesmo não querendo fulanizar, é impossível não lembrar o papel que cumpriu as Organizações Globo em sua relação carnal com a ditadura militar de direita de 1964. Nascida um ano após o golpe, a Globo é filha primogênita da ditadura, ou o autêntico filho, como alguns gostam de falar. Cresceu, fortaleceu-se, criou massa muscular e enriqueceu, sob os auspícios da ditadura militar de 64, de quem acabou se tornando uma grande aliada política e ideológica. Quando indagamos hoje: “em que mãos estão os nossos maiores veículos de mídia?”. A resposta joga de imediato um foco de luz sobre o ideário dessa gente, suas crenças políticas e valores. Quem apoiou a ditadura militar de extrema direita, que nos governou de 64 a 85 do século passado, apoiou tanto que acabou por se tornar uma espécie de porta voz oficial do regime militar. Que se recusou a noticiar e mostrar todo o movimento pelas "Diretas já" em 1984, como se fosse um fato invisível para os olhos do homens da Globo. E nos anos pós ditadura trabalhou intensamente e com afinco pela derrota de Lula e a favor de Collor em 1989, e também por toda grade televisiva e suas pautas que exibe em seus principais veículos. Ninguém tem dúvida da posição político-ideológica dos principais dirigentes da Organização, é tudo muito claro e quase transparente, mesmo que essas posições não sejam jamais explicitadas oficialmente. Eles não precisam vir a público afirmar se são isso ou aquilo. A prática política dessa gente, suas escolhas mostram, exibem e deixam claras as suas posições. Tudo isso me faz recordar de um programa que existe na Globonews, canal pago da Organização, apresentado e ancorado por William Waack aos sábados, hoje não vejo mais, aliás já deixei de assistir há algum tempo, mas posso testemunhar pelo período que assisti, que mostra como os dirigentes do programa ignoram que existe o contraditório, porque jamais faziam os episódios com gente que fosse contra e algum pelo menos a favor do governo para estabelecer um nível mínimo, que fosse, do contraditório. Não, nunca, jamais. Eles sempre produziam o programa em forma de painel sobre um tema específico com três comentaristas convidados, alguns quase figurinha carimbada, porque sempre participavam. E haja bater no governo durante todo o tempo de duração do programa. Isso mais de uma vez por semana, com as repetições que o canal disponibilizava daquela emissão em outros horários, era quase uma overdose de notícias negativas contra o governo, e também uma tortura mental para os assinantes que não estavam de acordo com nada daquilo. Era uma espécie de cartilha política sendo passada para a população o tempo todo, de formatação tipo lavagem cerebral da pior espécie. Quando mudava para o papel impresso, o jornal, encontrava sempre com a coluna da jornalista Miriam Leitão, outra que deixei de ler. Quando chegava nessa coluna, sempre dava uma passada rápida d’olhos para ver do que se tratava, e por mais incrível que possa parecer, nunca vi essa senhora publicar alguma coisa favorável ao governo, uma nota que fosse de algo positivo, nada, era só doses diárias com peso cavalar de puro baixo astral. Nem durante os anos de bonança do período Lula,  ela mudou, continuou falando mal do governo durante esse tempo todo, nunca entendi porque não se fatiga nunca de fazer isso, bater no governo, embora saiba que além disso ela fez outros trabalhos, escreveu e publicou livros, etc. E como é provável que ela tenha muitos leitores,  o que aumenta a sua responsabilidade, e também o seu ibope e a sua influência ideológica sobre um grande número de pessoas, que também são eleitores. É claro que essa dose cavalar de crítica e intriga política, acaba por pesar muito contra a imagem de qualquer governo, queima o filme, provoca desgaste, aquele negócio de “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, é exatamente isso. Se acrescentarmos também alguns erros do próprio governo, pronto, está feito o cenário perfeito, favorável e muito atraente para os golpistas. Além da participação de inúmeros outros comentaristas tanto de política como de economia, fazendo e aumentando a carga do contra. Em relação a economia e a política, praticamente não existe fronteira entre as duas ciências, é muito tênue a linha entre ambas, nos primórdios a ciência econômica era conhecida como: "economia política". É unânime e constante a repetição da mesma cartilha ideológica, a mesma lavagem cerebral. Então o resultado é isso, que estamos a assistir cotidianamente, gerando uma crise política que contamina a economia e acaba por afetar toda a população, prejudicando MAIS como sempre os mais pobres. Aliás o principal alvo dessa cantilena de direita, parece ser a figura da presidente que é constantemente atacada e demonizada, mas o alvo principal a atingir são as políticas públicas de transferência de renda para os mais pobres através de vários programas sociais, como a política de cotas para negros, um programa extremamente satanizado. É isso que querem mudar de fato, a figura da presidente é apenas simbólica, ela não é tão incompetente como a mídia apregoa diariamente e os eleitores mais simples acabam por acreditar. E também por toda aquela gente mal vestida, que emergiu e hoje prefere viajar de avião, e que é extremamente ridicularizada nas redes sociais. Toda essa política favorável aos mais pobres não é nem um pouco bem vista. É isso que está em jogo, além também da questão dos 'Brics' e da inserção do país no mundo,  não é a corrupção em absoluto. A pauta da corrupção é só uma fachada, uma espécie de cortina de fumaça, para desgastar mais ainda a imagem do atual governo. Quem conspira a favor do golpe para tirar a presidente, é gente que não gosta nem um pouco da política favorável aos mais pobres desse governo, eles querem mais do que nunca mudar e acabar com tudo isso. Que não se tenha nenhuma ilusão a respeito disso e nem a menor dúvida.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Atropelaram a gramática


Há alguns anos atrás, quando encerramos as atividades do grupo de estudos filosóficos aqui na serra fluminense, em Nova Friburgo, que funcionou durante dez anos, e que organizamos como instrumento  para o exercício de um pouco de vida inteligente minimamente possível, dentro de condições limitadas por vários motivos e razões. Diante do fim de um ciclo, com o desgaste natural do grupo e de seus membros, resolvemos encerrar as atividades. Com o fim do grupo, no início me peguei um pouco desmotivado para continuar com as leituras de textos de filosofia, e assim entrei num clima de “fechado para balanço”, pus entre parênteses as leituras de filosofia, e passei a me restringir mais às leituras de jornais, revistas e alguma literatura, coisas mais amenas. Foi nessa ocasião, que começava a emergir o movimento da direita política brasileira, que nunca deixou de existir entre nós, só que antes era uma coisa meio enrustida, envergonhada, meio por baixo dos panos, ainda no armário. Finalmente alguns deles começaram a perder o medo e a vergonha de se expor, e passaram a levantar bandeiras abertamente de direita. Por essa ocasião, lembro de ter lido na grande imprensa a declaração de um articulista de São Paulo, que já se dizia de direita na época, o jornalista Reinaldo Azevedo, onde afirmava, que finalmente a direita política estava mais preparada e instrumentalizada intelectualmente, para o enfrentamento com as esquerdas brasileiras, com as mesmas armas e instrumentos teóricos dos adversários, que antes a maioria deles não tinha. Li tudo aquilo e registrei na memória, e a partir dali passei a prestar mais atenção ao que aqueles caras tinham a dizer. É bom o exercício do contraditório, não somos jamais os donos da verdade, aprendemos todo dia e a todo instante, desde que estejamos aberto para tal. Com o tempo passando acelerado, voltei a ler e estudar filosofia de novo, Hegel, Lukács, os autores da Escola de Frankfurt, sobretudo Adorno, além de Marx, Zizek e até Piketty, voltei a redigir os meus próprios textos, e compartilhei alguns deles no Facebook, além do blog, onde vez ou outra publicava alguma coisa, que considerasse mais pertinente. Pois muito bem, o tempo foi passando, e desde então venho assistindo todo o movimento golpista e conspiratório e as suas tentativas malogradas de tentar voltar ao poder através de um golpe sem adjetivo por enquanto. É um verdadeiro vale tudo, onde tudo pode e é permitido para se alcançar objetivos espúrios, porque são completamente incompetentes, para chegar ao poder através do voto, de ganhar no e pelo voto, querem então levar na mão grande. Os golpistas de hoje não tem um projeto nacional para o país e para os brasileiros, no fundo continua valendo o velho sonho de permanecer uma sonolenta colônia tropical do império. Tanto falaram em preparo e competência teórica, e no entanto, até agora não consegui descobrir nada de surpreendente no preparo intelectual dessa direita tupiniquim. Se estudaram o tanto que apregoaram, não utilizaram quase nada desse suposto saber, que praticamente ainda não vi, nem vejo nenhuma manifestação dele. Ou talvez tenham mudado de tática e estratégia e não queiram mais perder tempo com querelas intelectuais e ideológicas. Os golpistas partiram para cima de forma truculenta, cheios de rancor, ressentimento e ódio, como uns trogloditas à moda fascista. Como os golpistas tentaram repetidas vezes, e não conseguiram desestabilizar o governo central, a ponto de derrubá-lo de forma definitiva, começam a demonstrar impaciência, a perder as estribeiras, o autocontrole, e com isso passaram a apelar para todos os artifícios políticos ou não ao alcance. Assim, no afã de chegar lá, de alcançar os seus objetivos perniciosos através da sanha golpista, acabaram por desmascarar completamente os seus próprios objetivos espúrios, tudo ficou visivelmente à mostra, a descoberto, ficaram com as calças na mão à vista de todos. Se antes julgavam que podiam chegar ao poder por se acharem suficientemente preparados para a luta político ideológica contra os oponentes das esquerdas, e como se frustraram no caminho, porque não conseguiram. Começaram a perder literalmente a cabeça, a cometer erros atrás de erros, a trocar os pés pelas mãos, mico após mico, e assim todo aquele suposto preparo tão propalado e apregoado pela grande mídia foi para o espaço. Em consequência de tudo isso, bateu o desespero nas hostes golpistas, e assim eles começam a se perder na coisa passional e a ATROPELAR a Gramática, a Lógica, a Ética, o Bom Senso, atropelam enfim até a paciência de todos. De forma, que hoje em dia, não consigo enxergar tanto preparo intelectual nessa cambada de fascistas, embora reconheça que entre eles, tenha gente muito esperta, determinada e preparada, mas aí é outro tipo de preparo, o peculiar "expertise" em golpes, os golpistas são truculentos mas não são tolos. O ano de 1964 ainda está bem fresco na memória, a sinalizar a lembrança de tudo que se passou. Por isso é preciso estar vigilante, alerta, atento e forte, como dizia a letra da canção popular, porque os golpistas não desistem nunca, se não for através do golpe eles não tem como se sentir vencedores uma vezinha que seja, é só o golpe que resta aos golpistas. Portanto não tem como os golpistas desistirem, não há outra alternativa para os golpistas, é o golpe ou o golpe. Isso está claro e evidente. Ainda existe no horizonte um certo risco, com a intensificação da atuação dos golpistas. O risco que existe, é quando se pensa na formação da opinião pública através do convencimento ideológico, pela mediação da grande imprensa, através de veículos como o rádio, jornais, revistas, televisão e internet, a grande maioria dessa mídia dominante ainda está nas mãos de golpistas ou sendo instrumentos deles. Quer dizer, o risco existe do movimento golpista começar a ganhar na rua, que não é a mesma coisa que ganhar a rua, porque ganhar as ruas, todas as correntes políticas já o fizeram. O problema para os golpistas é que a velocidade das inovações tecnológicas já está acima da velocidade do som, e daqui a pouco, é ainda difícil quantificar quando, mas logo logo todo esse sistema de comunicação midiática de massa nacional estará completamente obsoleto, o Paulo Henrique Amorim adora tocar nesse ponto em seus textos e colunas. Então os golpistas precisarão de forma rápida encontrar outro caminho alternativo ao golpe perene, sua única estratégia para voltar ao poder. Porque fazer política através apenas de golpe é muito muito OBSOLETO.