<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272</id><updated>2011-09-19T09:48:46.173-07:00</updated><title type='text'>blog do ciro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-2049141688880949037</id><published>2010-12-21T16:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T05:03:35.810-08:00</updated><title type='text'>PORQUE SOU A FAVOR DO BOLSA FAMILIA</title><content type='html'>É impressionante, como ainda tem gente que se deixa levar pela propaganda negativa, que é feita contra o programa Bolsa Família. Gente que se deixa servir como instrumento dessa propaganda negativa, que é manipulada por setores organizados do "status quo" da direita política, que se utilizando de todas as formas e meios, como, por exemplo, de-mails apócrifos; fazem chegar aos incautos, a toda essa massa de manobra, em formato jocoso ou de piada maliciosa, e de tal forma é feita a coisa, que leva a manada a considerá-los "engraçadinhos", e assim acabam por perpetuar, de maneira quase inconsciente, os piores preconceitos contra os mais pobres no Brasil de hoje. Como para fazer circular aquela mensagem maliciosa, precisam de gente computadorizada, é claro, que o alvo é sempre atingir as classes médias, para poder contar com o seu serviço de forma gratuita e em rede, e assim poder disseminar o ódio e todo tipo de preconceito. Infelizmente quem assim se deixa manipular, não se dá conta, que isso é a pior mesquinharia do que existe de pior ainda hoje em nossas classes médias, que é conhecida ainda hoje na Europa, como a classe média mais mesquinha e conservadora do planeta, haja vista a maneira como elas fazem política e escolhem os seus representantes nos pleitos eleitorais. Eu passei um tempo na Europa nos anos oitenta, e durante esse tempo as notícias que chegavam do Brasil eram as piores possíveis, um horror, e só se mostravam nas TVs e jornais locais: as favelas, a miséria e outras mazelas do gênero. Hoje dizem que melhorou um pouco a imagem do Brasil, mas naquele tempo, lembro muito bem, de alguns amigos franceses e italianos a contar, que quando conheciam algum brasileiro a passeio por lá, em geral de classe média para cima da pirâmide social, que se cobravam desses brasileiros sobre a situação social do país, e sempre ESSES BRASILEIROS À PASSEIO davam de ombros, não estavam nem aí, não se importavam nem um pouco com o problema, tamanha era a insensibilidade. Tal insensibilidade social continua a existir até hoje, porque se assim não fosse, não teríamos mais os complexos do Alemão, da Penha, da Maré e outros parecidos, que a ganância e a mesquinharia dos que tem mais não deixa haver uma melhor distribuição da riqueza, o que é uma herança da época da escravidão, e ainda reclamam da violência dos assaltos, como se não fossem eles, os mais riquinhos, os responsáveis e CÚMPLICES de toda a situação social atual conflitiva, não porque sejam usuários de drogas, como uma parte da direita raivosa e preconceituosa quer, em algumas oportunidades, fazer crer. Mas por sua posição e opção política equivocada.&lt;br /&gt;O valor que o Estado brasileiro dá aos mais pobres no programa Bolsa Família, em geral e em sua maioria, constituídos de negros e seus descendentes, não chega nem a um décimo do valor doado aos rentistas riquinhos, que aplicam nos papéis e títulos do tesouro nacional, não tenho agora o número preciso, mas esse valor andava a um mês atrás algo em torno de 150 bilhões de reais, que são apenas os ganhos com os juros da taxa Selic, da chamada dívida pública. De forma que a dívida social que o estado brasileiro DEVE aos afro-descendentes, por todo o tratamento desumano e cruel, que eles receberam em nosso território ao longo de toda a colonização, não é um mísero Bolsa Família que paga, na verdade o valor do bolsa família é uma miséria perto do que eles mereceriam, fôssemos fazer justiça social para valer. Imagine se os afro-descendentes se organizassem a ponto de poderem ir até um tribunal internacional em busca de seus direitos, e requeresse uma indenização, qual seria o valor? Não tenho a pretensão de querer mudar a mentalidade de ninguém com respeito a esse e a outros assuntos, cada um pensa como quer. Mas quem de boa fé defende deliberadamente valores escrotos, preconceituosos e antidemocráticos? Se o faz não sei a razão, mas não deve ser por convicção, só por isso e apenas por isso, é que estou aqui ainda a insistir nesse assunto mais uma vez. Se for dessa forma, não se deu conta ainda, que prestou um enorme serviço ideológico às classes mais ricas, que tem ódio aos mais pobres, que foram sempre os que pagaram a conta, não apenas pelo preconceito sofrido, mas pelos efeitos dos erros, desvios e roubos praticados pela elite política e econômica. E o mais triste nessa história toda, e que não começou hoje, é que esse comportamento antipopular das classes médias, procurando sempre estar do lado dos espoliadores, já vem acontecendo a muito tempo de forma recorrente. Já se dava, por exemplo, na época do velho Getúlio Vargas, quando criticavam ostensivamente os saudosos postos de saúde chamados “lactário”, que ofereciam acompanhamento médico durante o pré-natal às mães de baixa renda, e depois de nascidas, as crianças recebiam sopinhas e leite até quando atingissem a idade de dois anos, e dessa maneira, muitas crianças pobres puderam ser salvas da morte, ou da debilidade física permanente, porque é até essa idade, que uma criança é mais sensível e vulnerável à carência de nutrientes. No entanto os jornais da época, prestando serviço aos seus senhores, ficavam a criticar o gesto do velho, dizendo ser um assistencialismo desnecessário, uma esmola, da mesma forma como fazem hoje ao criticar o programa bolsa família. Portanto, a crueldade, a espoliação e a humilhação não começaram hoje. Dizia atrás, que ao repassar o e-mail fazendo propaganda negativa do programa bolsa família, se estava prestando um serviço a essa elite raivosa e preconceituosa, que a meu juízo precisa ser denunciada e desmascarada, a todo o momento em que se manifeste. Porque ainda estamos em meio a uma luta de classes, que se dá, além da forma efetiva e real, que acontece de maneira perene no cotidiano brasileiro, essa luta também se dá de forma ideológica, porque precisa de uma justificação no campo das idéias, disseminada através de todas as mídias, inclusive a usada no repasse da mensagem. Veja como as classes médias se prestam, de forma quase inconsciente, a prestar esse serviço e serem usadas como massa de manobra, a servir de instrumento, quando defendem valores que só interessam às elites conservadoras, na justificação do seu longo e duradouro domínio político e econômico. É bom ter clareza de que lados querem ficar na foto nesse século 21, que já está quase entrando em sua segunda década. E já está passando da hora de acabarmos de uma vez por todas, com a herança ideológica da escravidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-2049141688880949037?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/2049141688880949037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/sobre-o-programa-bolsa-familia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2049141688880949037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2049141688880949037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/sobre-o-programa-bolsa-familia.html' title='PORQUE SOU A FAVOR DO BOLSA FAMILIA'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-2599133587158330123</id><published>2010-12-13T19:05:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T13:59:50.020-08:00</updated><title type='text'>Culpabilizar a classe média por ser usuária é uma bobagem</title><content type='html'>ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE UMA CARTA QUE CIRCULOU NA INTERNET INTITULADA: "EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO", de autoria de um jornalista de Brasília de nome: &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Sylvio&lt;/span&gt; Guedes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma falácia que se repete &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;ad&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;infinitum&lt;/span&gt;, e de tanto ser repetida, se não tomarmos cuidado, corre o risco de tornarem-se, como tantas outras, em VERDADE. Não é verdade, que o tráfico de drogas supõe as armas e a violência, repito não é verdade. E por quê? Em primeiro lugar o Rio não é, dentre outras metrópoles com as mesmas dimensões &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;populacionais&lt;/span&gt; e importância política e &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;econômica&lt;/span&gt;, o lugar onde se consuma mais drogas. Se for pensar em cidades como &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;New&lt;/span&gt; York, Los Angeles, Londres e outras do mesmo porte, se consomem muito mais drogas do que no Rio. Todo mundo sabe disso, e nem por isso, lá se tem a violência, esse armamento pesado, que tem no Rio. Eu mesmo morei quase dois anos em Londres, conheci traficantes de drogas (&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Drug&lt;/span&gt;'s &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;dealers&lt;/span&gt;), que eram apenas comerciantes ilícitos, nada mais do que isso, que não oferecia o menor perigo, salvo o perigo de passar a perna, trapacear, como existe aos montes em &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Amsterdam&lt;/span&gt; na Holanda, com os incautos e inexperientes, principalmente estrangeiros achando que chegaram ao paraíso das drogas e que tudo vai dar certo, e ai acabam comprando droga falsa. Agora violência com tiro de &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;fuzil&lt;/span&gt;, olha que eu saiba, só em outras latitudes, sobretudo aqui pelos trópicos latinos, Colômbia, Brasil e México (onde a situação de violência está bem pior do que no Rio). E por quê? Qual a conexão existente entre uma coisa e outra? Será que existe conexão? Qual a origem dessas sofisticadas armas de guerra exibidas de forma &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;afrontosa&lt;/span&gt; no Rio pelos soldados do tráfico em algumas comunidades, que a televisão exibe de vez em quando, porque dá I&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;bope&lt;/span&gt;, haja vista a audiência do filme Tropa de Elite Dois? Qual país fabrica as principais armas, as mais potentes aprisionadas e tomadas dos criminosos? O comércio de drogas não vai acabar nunca, mesmo quando ele se tornar legal, porque é, e sempre foi assim no mundo inteiro, a humanidade nunca vai parar de usar substâncias, que possam vir alterar o seu estado de normalidade, é romantismo pensar o contrário, baseado em crenças moralistas ou qualquer outra. Agora a violência pode ser contida, isso é possível? Como? É necessário fazer uma reflexão, pensar um pouco a respeito. Por que em &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;New&lt;/span&gt; York um traficante vende o seu haxixe sem necessariamente precisar de AR-15? Aí talvez tenhamos os elementos &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;corretos&lt;/span&gt; para fechar essa equação, e não nos limitarmos a repetir &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;falácias&lt;/span&gt;, do tipo moralista e cristão, pois essa coisa de &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;culpabilizar&lt;/span&gt; as classes médias por serem usuárias, tem cunho cristão. De onde vem a noção de culpa? Veja o que disse Nietzsche a esse respeito em várias obras. E depois essa crítica dirigida apenas contra as classes médias, como se elas fossem as únicas consumidoras é de uma ingenuidade, isso para ser elegante e dizer logo que é de uma tremenda burrice. Portanto vamos acordar, porque o buraco é muito mais, eu ia dizer: "em baixo", mas acho que é melhor dizer: "no alto".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-2599133587158330123?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/2599133587158330123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/culpabilizar-classe-media-por-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2599133587158330123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2599133587158330123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/culpabilizar-classe-media-por-ser.html' title='Culpabilizar a classe média por ser usuária é uma bobagem'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-4564490248864565624</id><published>2010-12-09T17:30:00.000-08:00</published><updated>2010-12-15T04:12:07.141-08:00</updated><title type='text'>Marcas indeléveis</title><content type='html'>Como o contexto cultural condiciona as nossas escolhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arrumação da frase no subtítulo, já implica e supõe uma hipótese: a de que não somos suficientemente livres, a ponto de conseguir ficar imune e não sujeito a tudo o que aconteça a nossa volta. Não se tem como escapar dessa sina, mesmo que queiramos muito e lutemos para isso. Porque somos parte de um “melting pot” cultural, racial, político, econômico, ideológico, filosófico e outros mais, e que por conta disso estamos imersos num oceano cultural. Quando falamos do Brasil da segunda metade da década de sessenta e começo dos setenta, não se pode deixar de falar na terrível experiência, que foi viver o período da ditadura militar, e como consequência: "a perda da liberdade" de forma efetiva e real. Viver a experiência da perda de direitos políticos e de cidadania, como a privação do direito de organização, por exemplo, proporcionados por regimes políticos de exceção, regimes fora da lei, como foi o caso da ditadura militar brasileira daquele período, já é mais do que suficiente para deixar marcas indeléveis, marcas que ficarão por muito tempo, talvez para sempre e de forma definitiva, pelo menos enquanto vivermos. E marcas essas, que atingiram não apenas, os que sofreram as sanções criminais, que sofreram torturas na prisão. Desses nem se fala, porque não se trata apenas de marcas, e sim de seqüelas muito mais graves. Não pretendo tratar da questão do preso político, pois não é o foco do que se quer abordar no presente estudo, nem é dessa marca do torturado, que quero discutir. Quero trazer para a discussão, o problema das marcas que condicionaram e influenciaram a vida de determinada geração de brasileiros de forma definitiva, influindo nas escolhas, que acabaram por determinar o rumo a seguir na vida e todo o nosso futuro. No caso brasileiro, a perda da liberdade, ocorrida pelos atos que levaram a perda das garantias legais asseguradas pela constituição de 1946, já coloca de imediato a questão da liberdade na linha do horizonte de toda uma geração. Porque se configura como a presença de algo ausente, de tão escandalosamente ausente, a presença de algo acaba por se fazer manifestar, ou seja, por estarmos privados de tantos direitos civis, antes amparados pela Carta Magna, agora a liberdade se impunha a nós, e o que é hilário, mesmo à revelia dos quartéis. Têm-se, portanto a demanda e a presença da liberdade, em sonhos, anseios, corações, idéias, enfim, a liberdade está presente nos corações e mentes de várias formas, dimensões e perspectivas. Esse é um aspecto da presença da liberdade nas mentes de toda uma geração num determinado período do tempo, no daquele período terrível foi essa experiência específica e cheia de especificidades de uma ditadura. E para concluir essa primeira parte, que trata da chegada da liberdade através da esfera da violência imposta, e violência pela opressão de um determinado regime político, e que se caracteriza pela relação entre liberdade e violência. Agora passemos a outro aspecto da questão da presença da liberdade nos corações e mentes daquela mesma geração, no caso não mais pelo prisma da visão da experiência mencionada acima. Aqui a motivação, tem outra vertente e origem. Trata-se da questão cultural dominante, ou melhor, da superestrutura ideológica, para usar uma expressão da metáfora marxista. E depois de passados esses anos todos, e quanto mais o tempo passa, mais se têm o privilégio de poder olhar todo aquele período com algum distanciamento, o que facilita bastante, possibilita inclusive poder enxergar melhor e ampliar a compreensão do por que aquilo tudo se deu, e de como se deu. Como é sabido, aqueles anos todos fizeram parte de um período da história do mundo, considerado muito conturbado para os conservadores, e para onde convergiram ao mesmo tempo várias demandas, que estavam reprimidas há muito tempo. Era a questão da repressão sexual, da liberação dos costumes, do preconceito contra os homossexuais, da opressão contra a mulher (o chamado sexo frágil), do problema racial contra os afro-descendentes (racismo), e da luta pelo boicote ao serviço militar, ambos nos EUA, que provocou várias deserções, inclusive de celebridades, para fugir da obrigação de ir morrer na guerra do Vietnam. Enfim, problemas que se transformaram em lutas reivindicantes, que buscavam ampliar os direitos civis para as minorias. Portanto mais uma vez encontramos a noção de liberdade na linha de frente da luta política e como uma das principais bandeiras, dessa vez por outras razões e motivos, diferente de se fazer oposição a uma determinada ditadura militar. Porque nesse caso, a liberdade não se impõe mais apenas pela violência, como ocorreu durante a ditadura militar, agora a liberdade se impõe, chega até as mentes, pelo condicionamento ideológico através do caldo cultural dominante da época. Repetindo, num momento, através da esfera de experiência da política interna em âmbito nacional, a liberdade entra na linha do horizonte determinada em “última instância” pela VIOLÊNCIA; em seguida, e por razões diferentes, porque a esfera de influência tem um âmbito internacional, a necessidade de mais liberdade se dá MAIS pela força da IDEOLOGIA, isto é, a cultura ideológica da luta política. E assim, pelo que acaba de ser exposto, mostramos as duas visões a respeito da presença da noção de liberdade entre nós no período estudado, e lembrando que utilizei a noção de "determinação em última instância" do filósofo Louis Althusser, para evitar que caíssemos num determinismo mecanicista e fácil. Agora vamos tentar compreender outras formas e manifestações da presença da liberdade, que se deu também de forma proeminente através de outras esferas de influência. A liberdade se introduzia de outra forma, se apresentava por outro viés, que chamaria de terceira esfera, ou esfera "mais" filosófica, através das suas manifestações poéticas, literárias e filosóficas, ainda ideológicas por um lado, mas sendo agora, sobretudo morais e éticas, como, por exemplo, a questão dos valores. Para iniciar a terceira parte ou esfera, todos sabem a força que teve a expressão cultural da "beat generation' nos EUA, com Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Bourroughs e muitos outros, como foi o caso de Timothy Leary, que não era propriamente dito um "beat", mas que acabou fazendo parte do movimento de libertação da época, com a pregação favorável às experiências com LSD na universidade de Harvard, que procurava levar os seus alunos e adeptos do movimento, a alcançar os estados alterados de consciência, buscando ampliar a compreensão, autoconhecimento e libertação da massacrante luta diária pela sobrevivência. Nunca é demais repetir como esse grupo de poetas, escritores, ensaístas e artistas em geral influíram fortemente no movimento hippie dos sessenta. A estratégica fórmula do “turn in” &amp; “drop out”, ou seja, primeiro se liga e depois cai fora. O que significa literalmente sair do sistema social padrão, através de uma ruptura radical com algo que não interessa mais, que se rejeita de forma total e absoluta. E assim, mais uma vez tem-se a liberdade na linha do horizonte. E por último, não se pode tratar dessa questão da demanda por mais liberdade sem falar em Sartre e Camus, que na França desde o pós-guerra faziam parte de uma grande agitação crítica e filosófica em prol da liberdade, que vai desaguar no existencialismo francês, que, aliás, não era apenas uma filosofia filosofada e teórica, mas também uma concepção de vida e de mundo, que se constituía num movimento cultural, que envolvia além de filosofia propriamente dita, também moda, música (Juliette Gréco e o Jazz da época feito em Paris), a cena teatral e cinematográfica da época, como foi o caso do teatro “National Populaire” e da “nouvelle vague”, e a literatura do "nouveau Roman", etc. Para a geração de hoje em dia, é muito difícil imaginar a força da presença filosófica dessa cultura, principalmente de Jean Paul Sartre no Brasil daquela época. Por essas bandas só se falava no existencialismo, mesmo para quem não entendia nada do assunto e do seu significado. Mas tal era a importância dada à questão do existencialismo, que quase todo mundo repetia, e era um verdadeiro turbilhão. Vivia-se sob o signo da liberdade sartreana, de que todo mundo é livre mesmo atrás das grades, quem não se lembra dessa máxima? Portanto, para concluir, e por tudo o que foi mostrado até aqui, não se tinha mesmo como escapar da forte influência da demanda por mais liberdade, como algo que se impunha à vontade, e por diferentes esferas e dimensões, fossem elas políticas, econômicas, ideológicas, científicas ou filosóficas. Por essa razão, nunca é demais repetir, como isso se dá ou se deu no caso brasileiro. Vimos que a questão da liberdade se impõe como necessidade, quando a sua ausência atinge a todos, pela força do autoritarismo e da violência coercitiva, através de uma ditadura política. Vimos, por outro lado, quando essa demanda por liberdade, emerge através de grupos segregados da sociedade, que lutam por mais direitos civis através de ações afirmativas, pela ampliação do espaço já conquistado e da própria luta política e efetiva, que acaba se estendendo e atingindo outros segmentos da sociedade. Vimos também, quando toda a demanda por ampliação de liberdade chega à esfera das idéias e atinge os intelectuais, trazendo para a arena de luta ideológica, artistas, literatos e filósofos. Constituindo-se naquilo, que se costuma chamar de luta de classes na teoria. E com esse resumo final, damos por terminado o presente estudo e painel da noção de liberdade e do seu efeito entre nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-4564490248864565624?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/4564490248864565624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/marcas-indeleveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4564490248864565624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4564490248864565624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/marcas-indeleveis.html' title='Marcas indeléveis'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-6409993475255176772</id><published>2010-12-06T10:04:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T04:09:25.429-08:00</updated><title type='text'>O Iconoclasta</title><content type='html'>O iconoclasta inconsequente é quase um pleonasmo.&lt;br /&gt;Por que não é prudente ser iconoclasta, como éramos, ou desejávamos ser, de forma quase absoluta, na adolescência? Por que querer quebrar as regras, pelo simples prazer de quebrá-las? É possível, que em determinadas situações, seja impossível não quebrá-las. Mas é um acidente, quando isso acontece, é uma exceção, não é a REGRA. A regra básica é: ter a intenção, o desejo de querer quebrar com todas as regras, não importam qual, nem precisa de razão nenhuma. No afã de querer ser consequente, com a última regra, ou seja: a regra de quebrar com todas as regras. Quase sem perceber, sem nos darmos conta, pois não havia consciência da situação: DECRETAMOS a sentença de morte da regra básica. E dessa maneira, toda a sequência de quebrar com todas as regras de forma infinita e ininterrupta, é subitamente interrompida. E, portanto, despedimo-nos e saímos de cena literal e efetivamente, com a quebra da derradeira regra de quebrar regras, que é a regra de quebrar com a regra de querer quebrar com todas as regras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-6409993475255176772?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/6409993475255176772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/o-iconoclasta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/6409993475255176772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/6409993475255176772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/o-iconoclasta.html' title='O Iconoclasta'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-5718490799109744815</id><published>2010-12-04T04:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T06:41:51.837-08:00</updated><title type='text'>OS IMPERDOÁVEIS</title><content type='html'>OS IMPERDOÁVEIS &lt;br /&gt;É curioso, como certas pessoas, que fazem questão de mostrar, que são gente de bem, porque são bem posicionadas e inseridas na vida social de sua área de influência e, portanto por isso mesmo, considerada influentes nesse mesmo contexto. Gente que faz questão de mostrar também, que estão UP TO DATE(atualizada) em várias matérias e assuntos, como por exemplo, seguem com ardente paixão as filosofias da moda(Fashion/Philosophy), ou o movimento estético-artístico mais de vanguarda, e também as últimas novidades em matéria de psicoterapia, e por aí afora. Numa sequência de querer mostrar, querer exibir que são bacanas, que são os tais, que estão por cima. Enfim, é gente que acredita piamente, que a propaganda é ainda a alma do negócio, e leva a autopromoção e o marketing de si mesmo às últimas consequências. Não preciso dizer, que vistos assim de fora, por um observador neutro, essas pessoas poderiam ser consideradas como sendo muito bem sucedidas, pessoas de sucesso. Além de todos esses atributos mencionados, poder-se-ia acrescentar ainda, que eles consideram-se também revolucionários, não mais na política, claro, porque hoje em dia, ser revolucionário na política, está fora de moda; mas revolucionários nos COSTUMES, que é o que importa hoje, segundo os próprios, pois consideram que é preciso que os mais OUSADOS efetivem a sua emergência. Bacana. Em termos filosóficos, não acreditam mais em verdades de nenhuma espécie, pois o conhecimento é relativo, já que a realidade é efêmera e fragmentada, ou talvez líquida, o que devem ter descoberto lendo algum filósofo de plantão da última moda. Para eles não tem mais nenhum sentido falar em sistema de pensamento, ou sobre o todo social, a noção de totalidade é uma falácia simplista, uma abstração, faz parte da velha metafísica. Pois bem, caso façamos um esforço imaginativo, para materializar alguém com o perfil acima descrito, de imediato consideramos, que ele é o máximo, que é fácil lidar com alguém assim perfilado. Pessoas dessa estirpe devem ser bacanas, tolerantes, que jamais julgam os outros pela aparência, já que posso ser e não ser ao mesmo tempo um monte de coisas, portanto estou a salvo, com toda a minha esquisitice do julgamento cruel dos meus pares, pelo menos por parte daqueles considerados modernos e bacanas. Mas infelizmente não é dessa maneira, que as coisas ocorrem e fluem socialmente. Por mais paradoxal, que possa parecer. Justamente as pessoas, que se acham modernas na teoria, são as que têm demonstrado serem as mais intolerantes com o diferente, o fora do contexto, o inadequado, o louco, o desajustado, o imigrante, em suma: o outro e/ou qualquer pessoa, que aparentemente, pelo fato de apresentar-se de forma diversa do padrão oficial, é o candidato preferencial para receber um carimbo, um crivo social, e ser vista como algo, uma coisa, já que dizem: "Olha! Veja só o que ele é". Como se o ser dessa pessoa fora reduzido a apenas um clichê. Ou pérolas do tipo: "Ora, já que alguém pensa dessa forma, ela não me interessa mais". Mostrando dessa maneira a dificuldade em lidar com o contraditório. Daí que, quando pessoas que se consideram modernas, e vemos depois no dia a dia, não serem tão modernas assim, justamente porque era as últimas de quem se fosse esperar serem tão intolerantes, e que viessem na prática a reforçar preconceitos de forma tão veemente. Pois é uma enorme incoerência, confessarem o tempo todo, que não acreditam em nada considerado definitivo, pois não crêem em verdades, pelo menos na teoria, já que se dizem céticos; e que, diante de igual, outro ser humano qualquer, que por acaso apresentem algum sinal, por menor que ele seja, que não esteja em sintonia com o ideal imaginário daquela pseudo modernidade, mais que de imediato, decide-se colocar no diferente um carimbo denunciante, um selo ou uma marca de Caim (Não literalmente, como faziam os nazistas durante a segunda guerra, pondo a estrela de Davi ou o triângulo rosa). Para em seguida, depois de posto esse carimbo simbólico, poder julgar, controlar, condenar, aplicar sanções com todas as punições cabíveis, e enfim definitivamente descartá-lo para todo o sempre amém. É, eles são imperdoáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-5718490799109744815?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/5718490799109744815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/os-imperdoaveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5718490799109744815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5718490799109744815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/os-imperdoaveis.html' title='OS IMPERDOÁVEIS'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-3530969765284346990</id><published>2010-12-02T17:24:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T17:25:54.785-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche e a totalidade</title><content type='html'>Nietzsche e a totalidade&lt;br /&gt;Acho que consegui entender o que você queria dizer, quando se refere à filosofia de Nietzsche, como tendo uma forma própria de "pensamento". E você não está errado. E como isso se dá? É preciso lembrar, que N. por formação, vivia no âmbito das palavras, nos meandros dos termos, conceitos e o uso que era feito deles, pois era filólogo de formação. Trabalhava os conceitos no âmbito da linguagem, daí a procura da origem lá atrás dos tempos, do significado de um termo qualquer, movimento esse, que ele depois vai chamar de genealogia, e que mais tarde Foucault vai apelidar de arqueologia (dos saberes e das palavras). Buscando o(s) significado(s) original daquele termo, na origem de tudo, lá no começo do uso do termo, fica mais fácil tentar compreendê-los melhor nos dias atuais, como também se fica com mais instrumentos para contestá-los e desconstruí-los. Caso seja esse o interesse da conjuntura, por “n” razões, que poderá ser política, moral, ideológica, teórica, luta de classes, etc. Portanto essa é a vertente de N., é nessa esfera, a esfera da linguagem, nesse mundinho, nesse pequeno universo linguístico (antes de existir Saussure), é onde atua o nosso personagem. Por outro lado, as filosofias chamadas de tradicionais, as filosofias sistêmicas, que atuam também, mas não apenas no campo limitado da linguagem, pois são ontológicas “par excellence”, porque dedicam-se ao estudo do ser e do mundo enquanto ser, sempre na perspectiva da TOTALIDADE. E o que significa isso? Mesmo quando trata de um fenômeno particular, o entende e compreende como parte de um todo, é a visão do particular na perspectiva da totalidade. A totalidade sistêmica, está, no caso das filosofias tradicionais e ontológicas, sempre no horizonte e no presente. É o pano de fundo desse segundo tipo de filosofia. Logo é um cenário de reflexão e pensamento completamente diferente da perspectiva nietzschiana. Se formos estudar a modernidade contemporânea, na esfera filosófica, sobretudo expressa e impressa em língua francesa, devido a forte influência do instrumental do modelo linguístico saussuriano, entre esses autores, Nietzsche tem um enorme prestígio e considerado contemporâneo e atual. Exatamente por essa razão da proximidade com o modelo linguístico. Agora o uso que é feito de N., por diferentes autores contemporâneos, varia muito de autor pra autor, cada qual puxa a brasa para a sua sardinha, há todo o tipo de utilização de N., que fica muito distorcido algumas vezes, mas tudo isso são outros quinhentos réis. Não sei se ficou claro, esse ligeiro alinhavo panorâmico, que em linhas gerais, tentei traçar dos dois modelos de pensamento, pelo menos, no que é específico e distinto, em ambos os modelos de pensamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-3530969765284346990?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/3530969765284346990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/nietzsche-e-totalidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/3530969765284346990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/3530969765284346990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/nietzsche-e-totalidade.html' title='Nietzsche e a totalidade'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-4560850205510392086</id><published>2010-12-01T12:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T13:25:56.193-08:00</updated><title type='text'>O mesmo personagem em papéis diferentes</title><content type='html'>O mesmo personagem em papéis diferentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria muito conseguir reproduzir aqui a foto de capa da Folha de São Paulo de hoje no link a seguir [http://www1.folha.uol.com.br/fsp/inde28112010.shl], onde aparece apenas a cabeça de um soldado das forças armadas, saindo de um blindado, com um capacete camuflado. Trata-se de homem jovem e negro. E o que mais me chamou a atenção, foi o olhar dele, uma mistura de medo e apreensão, com o medo dominando. O curioso, é que se puséssemos, com um toque de mouse, o rosto dele no corpo de um combatente traficante (dos muitos que não faltaram na mídia durante toda a semana), não sei se mudaria alguma coisa. Ambos negros, teríamos tanto lá como cá, representantes saídos da mesma classe social, do mesmo meio social e racial, e porque não dizer cultural. Não sei por que, mas de imediato veio-me logo à mente, o que poderia estar a se passar pela mente dele naquele exato momento. Qual deveria ser o nível de consciência dele a respeito de toda aquela situação vivenciada? Como estaria ele se sentindo? Saberia do seu papel naquele minifúndio? É difícil supor uma resposta única para qualquer uma das perguntas. Todos sabem pela experiência e pela História, que praticamente não existe espírito de corpo (o corporativismo), entre os subalternos, explorados e humilhados. A maior crueldade, em geral, é praticada por alguém de baixo contra outro igual, quando se encontra numa posição de mando. A literatura mundial está cheia de exemplos sobre esse fenômeno. Haja vista a situação da capatagem no Brasil escravocrata. Para analisar essa situação e conseguir chegar a uma compreensão e entendimento, do porque de tudo isso, pode-se tomar vários caminhos sem jamais se poder esgotá-los. De início alguém poderá dizer que somos influenciados por uma ideologia dominante, e que quanto mais nos encontramos na base da pirâmide social, mais ficamos vulneráveis às influências daquela ideologia. Dessa forma, parece um simplismo, mas entende-se, que alguém agrida com tanta crueldade outro ser de sua mesma origem social. Porque embora um indivíduo qualquer, um soldado da polícia militar, por exemplo, ao cometer arbitrariedades contra um pobre negro qualquer, ele o faça com a cabeça feita por todo um condicionamento realizado ao longo de anos, de forma que é como se ele não tivesse uma cabeça própria. É o caso similar de um indivíduo negro qualquer, que porventura manifesta racismo contra outro negro, isto é, ele apenas está reproduzindo o racismo dominante da sociedade assimétrica e desigual, a que pertence. Para lutar contra essas situações paradoxais, nunca é demais se lembrar das políticas de ação afirmativas praticadas em outras sociedades, e que são bem eficazes contra esses fatos. Na medida em que, através de todo um trabalho de desconstrução de valores dominantes, descobrimos o que está por trás de tudo aquilo, e o resultado é no mínimo o desmascaramento de certos símbolos e conceitos, até ao ponto de se poder desfazer as idéias, que alimentavam aqueles preconceitos. Para concluir, considero que se fôssemos elaborar OFICINAS filosóficas de desconstrução ideológica, para esses grupos, precisaríamos trabalhar tanto com o soldado da foto, ou grupo de soldados, ocupantes de ocasião do complexo de favelas; como também com os indivíduos das comunidades, e o morro do alemão é um exemplo bem ilustrativo de tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-4560850205510392086?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/4560850205510392086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/o-mesmo-personagem-em-papeis-diferentes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4560850205510392086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4560850205510392086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/12/o-mesmo-personagem-em-papeis-diferentes.html' title='O mesmo personagem em papéis diferentes'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-5694501814227667300</id><published>2010-11-16T12:59:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T05:33:39.054-08:00</updated><title type='text'>A direita não existe mais? Será?</title><content type='html'>É muito comum ouvir-se: "a, essa coisa de esquerda e direita já não existe mais!". E o que significa essa afirmativa pela negação da existência em nossos dias da diferença entre esquerda e direita, e até mesmo sobre a inexistência de ambas? O que é que não existe mais? Será que o ideário conservador e intolerante, que caracteriza um pensamento de direita, não mais se manifesta ou materializa-se em nossos dias? Ora, pelo que me lembre, nunca esteve tão presente como agora, as denúncias impressas na grande mídia, sobre diferentes tipo de intolerância, tanto racial como em relação a questão de gênero, orientação sexual e outros. Os exemplos são os mais variados possíveis, é só lembrar a questão dos ciganos na França, a situação dos turcos na Alemanha, a questão da intolerância quanto ao uso do véu islâmico em diferentes países do bloco europeu, a proibição de construção de miranetes na Suíça, mesquita pode, mas sem miranetes, aquelas torrezinhas características. Atravessa-se o Atlântico e nos states, o que encontramos? O Tea Party com toda uma sorte imensa, um verdadeiro rol, uma lista de prescrições com diferentes tipos de restrições, tipo isso aqui pode, aquilo lá não. Uma mistura de liberalismo político (redução do tamanho do Estado, o tal do Estado mínimo) com intolerância religiosa. Qualquer política pública, para atender os mais necessitados, que na Europa não seria mais do que mais uma medida de amparo social, coisa de social-democrata, do lado de cá do Atlântico é vista pelos "neo-cons" como uma coisa de comunista. Além disso, temos um conservadorismo religioso, que leva praticamente a um fundamentalismo tão ou mais radical do que a doutrina dos xiitas do Iran. E aqui nos trópicos, vimos como certas questões de cunho religioso, direitos civis de homossexuais, e a questão do aborto, foram usados durante a campanha política para presidente, visando a jogar contra a candidata da situação a oposição raivosa de setores da sociedade que são contra àquelas questões. Embora não tenha aqui entrado em detalhes, nem nos pormenores de manifestações de intolerância, tanto na Europa, como nos EUA, nem mesmo no Brasil, fico a pensar, no que há de comum entre essas diferentes manifestações de intolerância, o que é precisamente específico desse tipo de atitude, que considero de direita. E mais do que de repente, acontece em São Paulo o episódio de mais uma vez haver espancamento de determinados indivíduos, absurdamente julgados pela aparência como gays, por bandos de delinquentes e desordeiros, alguns de classe média alta, como foi o episódio da Avenida Paulista no domingo último. E no Rio de Janeiro, o tiro tomado por um rapaz de dezenove anos, que passeava com amigos no parque do arpoador, apenas porque disse ser gay para uns soldados do exército em serviço, que, segundo o jovem, ofendia os rapazes que estavam no local, pedindo documentos e etc. E o caso do Rio é emblemático porque, o que está em jogo, é algo do tipo, vivo numa sociedade em que ser veado é uma coisa feia e obscena, portanto como você é veado, pois acho você parecido com um, então eu posso e devo destruí-lo, massacrá-lo, espancá-lo. Se você quer viver aqui sem punições, trate de ficar, estiver e permanecer invisível, caso contrário pagará um alto preço, talvez até mesmo com a própria e (sem valor) vida. O que é uma manifestação como essa? Coisa típica de filme sobre nazistas, a direita mais extremada possível, a intolerância levada as suas últimas consequências. A configuração de pensamento, composta de idéias, preconceitos e intolerância contra determinados símbolos, e consequentemente contra os indivíduos sob o manto de tais símbolos, a mover e mobilizar certos atores sociais e levá-los a praticar atos anti-sociais, invadindo direitos e praticando crimes. Se manifestações como essas não se trata, ou se configura como gestos da direita, o que será então? Como compreender tais fenômenos, sem chamá-los pelo nome, nem mostrar sua origem e raízes ideológicas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-5694501814227667300?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/5694501814227667300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/11/direita-nao-existe-mais-sera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5694501814227667300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5694501814227667300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/11/direita-nao-existe-mais-sera.html' title='A direita não existe mais? Será?'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-2960642998035182208</id><published>2010-11-04T17:48:00.000-07:00</published><updated>2010-12-09T06:06:41.590-08:00</updated><title type='text'>Sinais do ovo da serpente se manifestando</title><content type='html'>A vida no período pós-eleitoral parecia que estava voltando aos poucos aos padrões de normalidade, que é a vida cotidiana, sem os palanques eleitorais, desse ou daquele partido ou grupo político. Quando a blogosfera da internet foi inundada por e-mails apócrifos, a fazer todo tipo de terrorismo político, de cunho racista, pregando a morte aos nordestinos e outros quejandos. Sentia-se, pelo clima quente, que foi a campanha, que os ânimos não se amainariam assim tão rapidamente. E não deu outra, a guerra ideológica continua, ou seja, a chamada luta de classes na teoria, para ser mais elegante. Porque, pelo visto, não teremos mais folga, é preciso tirar os tacapes teóricos da mochila, e colocar-se em posição de combate, de forma quase que permanente daqui pra frente. Em face de deixar um registro desse momento e tratar desse assunto em questão, fez-se necessário a reprodução aqui nesse espaço, de um post, que na verdade trata-se de uma troca de e-mails, que se trata do seguinte, como segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vale a pena esperar um pouco a sua resposta, pois quando ela chega, é quase como um bálsamo, que em vez de atiçar os ânimos de nosso espírito animal, pelo contrário, nos deixa mais tranquilo e trabalha a nossa compreensão. Também gostaria muito, de poder, de vez em quando, também trocar idéias com sua esposa, que considero ter mais identidades do que diferenças, e ter diferenças com alguém, não impede o diálogo, pelo contrário. E por que é importante o diálogo por escrito? Porque estando à distância, temos muito mais tempo para elaborar o pensamento, coisa que ao vivo e a cores, no calor emocional do “tête à tête”, acaba se perdendo. Por outro lado é bom o contato físico e o encontro, pode-se e devem-se fazer ambos, sempre. Vamos agregar, vamos incluir, trabalhar "o lidar" com o contraditório, por que não? Agora, uma coisa que não tenho a menor habilidade, nem sei como lidar, e foi uma coisa, que aflorou muito nessa última campanha política, despertada e incentivada pelos partidários do candidato Serra, é a coisa do ÓDIO. O ódio contra nordestinos, contra homossexuais e contra as mulheres na política, usado como artilharia política, como arma para desqualificar adversários. Uma coisa é o debate político e ideológico, onde se tenta através do diálogo e do argumento, cada um dos lados da contenda tenta mostrar as razões, que os levaram a fazer essa ou aquela opção ou escolha. Inclusive essa foi a motivação maior, que me moveu, quando decidi abrir o blog, era criar um espaço para debater idéias. Combater os equívocos cometidos por articulistas de mídia e alguns políticos, equívocos conceituais e outros, como por exemplo, a distorção de sentido de certas palavras, para fazer em face de certos interesses, de uma forma sub-reptícia. Só não tenho levado adiante por falta de interlocutores, pois sou um pouco movido à paixão, e como não tenho a sabedoria de um pensador independente, que fica a falar aos quatro ventos, quase como um arauto moralista e meio enlouquecido, não foi possível dar continuidade ao blog. Não devo ter competência nem habilidade a ficar falando no deserto, pois preciso do outro, para tudo na vida, mas principalmente e sobretudo para escrever, preciso saber para quem estou dirigindo a palavra. Não tenho vocação para evangelista nem sou nietzschiniano. Agora voltando à questão do ódio recente, que veio à tona, despertados da letargia e do silêncio da raiva individual e coletiva, porque hoje em dia coisas desse tipo acabam também desaguando em redes sociais. Ódio esse, que certos indivíduos carregam o tempo todo, mas que não tem como canalizar de forma eficiente. A gente sabe muito bem, que esse ódio está de alguma forma por aí, aguardando a melhor oportunidade. É aquela estória do ovo da serpente. Existe um exército de indivíduos frustrados e quase derrotados na vida (mas não apenas esses, porque outros não tão mal assim de vida), que estão prontos para por a sua culpa de perdedores em alguém, ou em algum grupo específico da sociedade, que pode muito bem ser os gays, ou os nordestinos em São Paulo, que são tratados quase como bodes expiatórios. Você disse: “que chegou a me ver quase como um cabo eleitoral”, mas eu comecei a receber de gente que eu não conhecia, e também não tenho habilidade nem conhecimento de internet suficiente para rastrear a origem, DEZENAS de e-mails cheios de ódios, é claro que o alvo maior era a candidata Dilma, mas por trás revelava o espírito raivoso contra determinados grupos minoritários, ou nem tão minoritários assim, não importa, mas ele (o ódio) estava ali. Bem, diante de tudo isso, o que é que se pode fazer, como disse antes, não tenho preparo para lidar e combater o ódio, não sei se o ódio se combate com o ódio, como estabelecia a famosa lei do talião, do olho por olho, e dente por dente. Bem, devido a todas essas circunstâncias conjunturais, fui forçado a tomar alguma atitude, e assim passei a repassar para aqueles idiotas nazi-fascistas odientos, todo o arsenal, que recebia com pensamento contrário. Houve momentos, que temi ter o computador infectado por algum hacker fascista. Eleições à parte, independente de quem vença as eleições, acho que nessas oportunidades, sempre se tem a chance de perceber em que mundo de valores se estar a viver, em que sociedade se está imerso, como somos, como pensamos, o que queremos para o mundo. Muita coisa vem à tona, aparece quase como bandeira, em geral de forma subconsciente, e dessa maneira muita coisa se revela. E aí, se nos consideramos um pouquinho conscientes, não podemos nos omitir. É necessário desmascarar certos comportamentos nocivos socialmente, que a gente sabe muito bem até onde pode levar, pois já assistimos a esse filme antes, em outras latitudes, e até mesmo aqui pelos trópicos em décadas recentes. Porque o ovo da serpente está sempre sendo chocado em algum ninho à espera de momento oportuno, em que algum político, ou outro agente público, lhe ofereça o gancho adequado, o ponha em cena, o traga a tona, como vimos na última campanha eleitoral brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-2960642998035182208?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/2960642998035182208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/11/sinais-do-ovo-da-serpente-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2960642998035182208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2960642998035182208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/11/sinais-do-ovo-da-serpente-se.html' title='Sinais do ovo da serpente se manifestando'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-3089594057522806164</id><published>2010-10-10T19:25:00.000-07:00</published><updated>2010-12-08T12:28:40.489-08:00</updated><title type='text'>A desqualificação do adversário como arma política</title><content type='html'>A DESQUALIFICAÇÃO DO ADVERSÁRIO COMO ARMA POLÍTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso como a direita faz política no Brasil. Como uma parte da elite social, é obrigada a ter que participar da vida política, para, pelo menos, poder assegurar e manter alguns dos seus imensos privilégios; e, como não pode, evidentemente, revelar, exteriorizar essas reais intenções para a sociedade, pois seria um suicídio eleitoral na certa. Essa mesma direita, através dos seus representantes, legais e ilegais, composta por toda a sorte de ideólogo, conhecidos como formadores de opinião entre aspas, constituídos por jornalistas, cientistas sociais e outros, devido àquelas REAIS INTENÇÕES, que, como afirmei atrás, se reveladas seria o suicídio eleitoral, fica meio numa sinuca de bico, sem ter O QUÊ apresentar como conteúdo, que tivesse ao menos, uma pálida aparência de um projeto político para o país, um arcabouço, que fosse, de como resolver os enormes desafios e problemas nacionais. Dessa forma, a ausência de um projeto macro político, trás para a campanha da direita uma enorme lacuna, difícil de lidar e difícil de resolver. E como a direita resolve esse dilema? Na verdade, não resolve, ela contorna o problema, ela o tangencia. E como isso é feito? Muito simples: disposta a fazer qualquer coisa, para assegurar, manter e ampliar os seus privilégios, a direita dirige todas as suas baterias, armas e ferramentas, em direção ao seu(s) adversário(s) de ocasião. A primeira arma e em algumas ocasiões, bastante eficaz, é a arma da DESQUALIFICAÇÃO DO ADVERSÁRIO, que às vezes funciona muito bem, outras nem tanto, depende da conjuntura, e quando funciona costuma causar grandes estragos ao adversário. É o caso, por exemplo, da questão do DESPREPARO DA CANDIDATA Dilma, e outros exemplos, já são tantos na atual campanha. A questão do aborto é outro exemplo digno de ser citado, porque a direita plantou essa questão entre os evangélicos e, de certo modo, deu resultado, atingiu os objetivos desejados, já que levou a eleição para o segundo turno. É a tática de plantar um boato maldito contra um adversário, repeti-lo e produzi-lo até a exaustão, e depois aguardar os resultados, esperar pra ver, que bicho vai dar. É legítimo dar um nome a essa prática política, não é outra coisa que, TERRORISMO POLÍTICO, ou seja, criar pânico e alarme entre a população, visando determinados objetivos políticos. Sobre a questão do despreparo da candidata Dilma, algum cronista político comenta num artigo de jornal, revista ou entrevista na TV, que a candidata y não é preparada. Em seguida, outro "formador de opinião", citando aquele cronista, repete o mesmo comentário, e assim, a coisa vai fluindo, vai aumentando, adquirindo vida própria, vai atraindo outros atores sociais para aquela posição. E de repente, aquilo cola como etiqueta de preço em mercadoria de supermercado, passa a fazer parte da personagem, como um carimbo, um clichê, escuta-se o nome daquele personagem, e logo aparece na mente aquela idéia maldita. Bem, o estrago está feito, praticamente não tem mais jeito, porque é como se você levasse o adversário para as cordas do ringue, a ele não resta outra opção, que não seja ficar na autodefesa, durante o tempo quase todo, e é aí, que vem o desgaste devastador. Dizem que a essa influência, praticamente ninguém escapa, nem mesmo aqueles, que se consideram conscientes. Isso me faz voltar aos anos trinta da Alemanha nazista, todo mundo alguma vez já deve ter-se feito a pergunta, de como uma população tão educada, com elevado nível cultural, foi cair numa roubada ideológica daquela. Mas talvez seja mesmo verdade, que uma mentira bem contada, e depois repetida muitas vezes, tem grande chance de tornar-se VERDADE, e em algumas ocasiões, em verdade quase absoluta. Como a direita não tem projeto para o país, a não ser usar desses expedientes políticos da pior qualidade, que é a desqualificação do adversário, ainda resta alguma esperança, ou seja, preparar-se a contento, para o combate, para uma espécie de luta de classes na teoria, e desmascara a direita sempre que possível. Já que não dispomos das armas da crítica que, por princípio, não são convenientes, usemos da crítica das armas. É o que estou tentando, muito modestamente, fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-3089594057522806164?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/3089594057522806164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/10/desqualificacao-do-adversario-como-arma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/3089594057522806164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/3089594057522806164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/10/desqualificacao-do-adversario-como-arma.html' title='A desqualificação do adversário como arma política'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-4232292948859350258</id><published>2010-10-09T23:44:00.000-07:00</published><updated>2010-12-08T12:57:43.704-08:00</updated><title type='text'>Sobre a alternância no poder político</title><content type='html'>Respondendo a um amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro João&lt;br /&gt;Dizer que a alternância do poder político é boa, é necessário, soa quase como um truísmo, já que qualquer regime político, só é democrático, na medida em que SUPÕE essa alternância. E exatamente é esse, o caso brasileiro, isto é, um regime democrático, pelo menos na esfera política, com eleições livres e diretas para cargos executivos, como a presidência, a cada quatro anos, com a possibilidade de reeleição apenas uma vez consecutiva para os cargos executivos. É bom lembrar, que no caso brasileiro, pelo menos no atual momento, o estatuto da alternância não está correndo o menor risco, já que estamos passando, por absoluta normalidade e legalidade democrática, com todas as regras do regime político em vigor, e monitoradas pelo TSE. É bom lembrar ainda, que a questão da alternância como bandeira política, é mais pertinente, quando se está vivendo sob regimes ditatoriais. O que não é, repito, em absoluto, o caso do Brasil. Portanto defender a alternância de poder na atual conjuntura política, apenas por princípio, soa um tanto estranho, porque é como não se pudesse pelo menos dar alguma chance ao eleitor de julgar determinado governo, a chance de o eleitor poder aprovar ou não determinado governo. Dessa forma, não deveria haver, por sua vez, nem mesmo a reeleição, e quem sabe, quiçá, a própria eleição. Pois como o princípio maior, que rege um estado, por aquele ponto de vista, seria a alternância de poder, isto é, a alternância pela alternância, não deve caber mais ao eleitor, de acordo com aquele princípio, repito, decidir sobre o destino do estado anymore. Pois, se porventura, déssemos essa chance ao eleitor, o sistema político correria o risco de, segundo a vontade livre e majoritária do eleitor, dar continuidade a algum projeto político de um determinado governante, ou grupo político, uma coligação de partidos, etc., COISA ESSA, que bagunçaria por completo aquele princípio da alternância pela alternância. Portanto, se é dado pela legislação em vigor, ao eleitor o poder, de pelo voto livre, demonstrar a sua vontade soberana, o resultado será sempre IMPREVISÍVEL, porque pode sair vitorioso, tanto a situação como a oposição. Não são favas contadas àquela alternância, compreende? Não é certo que B irá substituir a A. No caso brasileiro, poderia apresentar inúmeros exemplos, mas vamos ficar apenas com o caso do estado de São Paulo, onde o governo tucano já governa lá há dezesseis anos consecutivo, e agora com a presente eleição de 2010, serão mais quatro anos, perfazendo um total de vinte anos de governo tucano, apenas num estado, e não se pode fazer nada para impedir isso, porque foi a vontade dos eleitores paulistas, e dessa maneira não foi possível haver nenhuma alternância. Por essa razão, veja como é complicada, essa coisa de defender determinado princípio ou tese em abstrato, sem nenhuma conexão com a conjuntura, o contexto e a realidade. Voltando aos tucanos, nunca é demais lembrar, que o projeto de poder original, que os mesmos tinham para o país, também seria de no mínimo vinte anos no governo central, exatamente igual ao que eles estão ocupando na esfera estadual. Vinte anos de paulistério, porque o tucanato é e foi estruturado em Sampa, não é mais como na república velha, onde eles dividiam o poder com a república das minas gerais, a conhecida política do café com leite. Infelizmente pra eles, os tucanos, alguma coisa não fluiu como esperado, alguma coisa deu errado com o governo de oito anos deles, que fez com que o povo rejeitasse, apesar de todo o terrorismo político realizado durante a campanha política de 2002. Dizia-se até, caso Lula fosse eleito, que o Brasil viraria uma Argentina, que passava por uma terrível crise econômica. Imperava e passava-se um clima de medo para a população, utilizando para esse objetivo, de atores e atrizes famosas, como foi o caso de Regina Duarte, lembra-se? HOJE, passados esses anos todos, podemos dizer com segurança, que o governo FHC, sucateou as universidades federais, arrochou os salários dos professores concursados, provocando um êxodo muito grande de docentes, terceirizou-se o ensino e outras funções e carreiras públicas, com enorme prejuízo na prestação dos serviços públicos à população carente, que é a que mais precisa dos serviços públicos. Tudo isso vinha no bojo do objetivo de reduzir o tamanho do estado, o chamado neoliberalismo, que só podia se dá apenas na esfera econômica, porque a esfera política era um feudo, como acima, um projeto de vinte anos de poder. Fez-se a privatização de empresas públicas, usando o critério de aos amigos tudo, inclusive recursos do BNDES, aos inimigos nada, a ponto de numa conversa telefônica grampeada na época, o ministro Mendonça de Barros dizer, que era uma temeridade fazer a privatização daquela maneira. O outro objetivo com as privatizações seria reduzir o tamanho da dívida, e o resultado, pelo menos no que tange à dívida interna, multiplicaram-na por dez. Não havia quase crédito na praça, apenas os mais ricos podiam financiar a compra de imóveis e outros bens de consumo durável. A compra da casa própria para gente de baixo poder aquisitivo, não existia desde que faliram com o BNH. O salário mínimo, que era mínimo literalmente, não podia subir porque quebraria com previdência social, esse era um mantra por demais repetido ad nauseum. O país não crescia, e a desigualdade, que com o Real, havia melhorado um pouco, quer dizer, feito umas cosquinhas de nada na miséria, depois se acomodou e acabou estagnando-se. Conforme foi se aproximando o fim do governo FHC e, com as enormes transferências de recursos públicos para os mais ricos, com o pagamento do aumento de juros, as privatizações pela via BNDES, que como sabemos, as transferências de recursos do BNDES foi às escâncaras, a DESIGUALDADE E A INJUSTIÇA SOCIAL só fez aumentar. Distribuiu recursos para determinados grupos econômicos e até mesmo indivíduos, poderem adquirir empresas e bancos estatais, sob critérios secretos e nada transparentes. Enfim, a lista de casos e exemplos é quase infinita, prefiro, portanto, parar por aqui e deixar ao seu critério particular, fazer o juízo que desejar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-4232292948859350258?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/4232292948859350258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/10/sobre-alternancia-no-poder-politico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4232292948859350258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4232292948859350258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/10/sobre-alternancia-no-poder-politico.html' title='Sobre a alternância no poder político'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-3808679234838422230</id><published>2010-10-04T18:54:00.000-07:00</published><updated>2010-12-08T13:11:16.646-08:00</updated><title type='text'>Sobre a demonização do ex-presidente Sarney</title><content type='html'>Sobre a demonização do ex-presidente Sarney&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reproduzo abaixo o conteúdo de e-mail enviado para um amigo, com algumas pequenas correções, que a pressa da forma e-mail nem sempre torna possível, dessa forma passo a postar como segue:&lt;br /&gt;João, na verdade eu devia estar enviando esse para Marilu, embora você estivesse presente, quando ela mencionou esse assunto, e não tenha se manifestado. Mas como estivesse um tanto chapado, deixei passar ou/e não me lembrei do episódio recente, dessa demonização principalmente por parte da chamada grande mídia e de alguns senadores da oposição, que inclusive, alguns deles foram derrotados nessa eleição, e não voltam mais para o senado, pelo menos nessa legislatura, como foi o caso de Artur Virgílio (Amazonas), Tasso Jereissati (Ceará), e Marco Maciel. Nesse episódio particular, que foi a tentativa de derrubar o presidente do Senado, que era e ainda é, o ex-presidente Sarney, o que ficou evidente, é que caso fosse bem sucedida a campanha contra o Sarney no Senado, estaria criada uma grande dificuldade para o presidente Lula no Senado, este era o objetivo. Como foi o caso, uns anos antes, com o episódio da eleição para a presidência da Câmara, com a oposição elegendo alguém como Severino Cavalcante, em quem depositavam todas as fichas, que ele fosse comprometer o andamento dos projetos políticos do governo central, e quando ele frustrou esses interesses, começou toda perseguição. Eu não estou dizendo, que ele não tivesse culpa no cartório, uma vida ilibada, o ponto não esse, e quem deles tem? O ponto, que quero me referir, é que ele foi usado com determinados interesses políticos, e quando frustrou esses interesses, foi vitimado e finalmente sacrificado. No caso do Sarney, no período do governo FHC, ele foi um grande e leal aliado do governo tucano, nos dois mandatos de FHC, e nessa época ninguém mandou a sua mídia atacá-lo. Pelo que o sabemos sempre foi o mesmo, o de sempre, com as práticas políticas que bem conhecemos, portanto não foi ele quem mudou. Quem mudou foi a posição de poder dos tucanos e demos, que com a derrota nas urnas, viram-se de repente na oposição, precisaram fazer de tudo, qualquer coisa, o jogo mais sujo que houvesse, para desqualificar o adversário, para prejudicar o governo lula, e a sua aliança com PMDB, esse era o foco, o objetivo principal era atingir essa aliança com o PMDB, miná-la o quanto pudessem. E quase o conseguiram, porque você sabe que o PMDB não é unívoco ideologicamente falando, partes do PMDB apoiaram e apóiam até hoje os tucanos, como é o caso, por exemplo, de Pedro Simon e Germano Rigotto (ambos do RGS), o último foi candidato ao senado agora derrotado, idem para Jarbas Vasconcelos de Pernambuco, que disputou o governo do estado e perdeu feio para Eduardo Campos. Na verdade, na luta política nacional, algumas práticas políticas, usos e costumes de certa vertente política, é por demais conhecidas, já desde os anos cinquenta, com o chamado mar de lama jogado pela antiga (tão atual) UDN nos adversários, Getúlio e Juscelino foram vítimas desse tipo de luta política, Getúlio inclusive pagou com a própria vida. Quem não se lembra dos ataques enfurecidos de Carlos Lacerda, tanto escritos em sua Tribuna da Imprensa, como ao vivo na tribuna ou no rádio. Que redundou mais tarde no golpe de 1964. Portanto não se iluda que ninguém é santo nessa estória, prática política desabonadora, que uns faziam quando estavam no governo, agora na oposição passam a atacar aqueles que usam do mesmo expediente no poder de ocasião. Quem pode atirar a primeira pedra? Todos têm culpa nesse nosso grande cartório de origem lusa. Que só vai mudar aos poucos, sangrando aqui e acolá, se purificando aos poucos, com reformas urgentes e sérias, e isso infelizmente vai demorar um pouco, pois supõe um eleitorado com um nível político e educacional mais elevado. É preciso esperar, não tem jeito. Ou quem sabe procurar o caminho do aeroporto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a name="thumbs"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="thumbsAllAbaSelector" class="abasTopbar abaSelected" onclick="thumbsFilter('all','all'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt; iniaMturas de anexos&lt;/a&gt; &lt;a id="thumbsLinkAbaSelector" class="abasTopbar" onclick="thumbsFilter('link','link'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt;Vídeos detectados neste e-mail&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="FLOAT: right; VISIBILITY: visible" id="downloadAllLnk" class="otherCtrlLnk" href="http://mail.uol.com.br/attachment?msg_id=Nzk0Ng&amp;amp;folder=SENT&amp;amp;all=true"&gt;Baixar todos os anexos&lt;/a&gt; &lt;a id="thumbsAllSelector" class="selected" onclick="thumbsFilter('all', 'all'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt;Todos os anexos&lt;/a&gt; &lt;a id="thumbsMultimidiaSelector" class="hide" onclick="thumbsFilter('multimidia', 'all'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt;Só multimídias&lt;/a&gt; &lt;a id="thumbsDocSelector" class="hide" onclick="thumbsFilter('doc', 'all'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt;Só documentos&lt;/a&gt; &lt;a id="thumbsExecSelector" class="hide" onclick="thumbsFilter('exec', 'all'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt;Só executáveis&lt;/a&gt; &lt;a id="thumbsOtherSelector" class="hide" onclick="thumbsFilter('other', 'all'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt;Outros&lt;/a&gt; &lt;a style="DISPLAY: none" id="thumbsLinkSelector" class="hide" onclick="thumbsFilter('link', 'link'); return false;" href="javascript:void(0)"&gt;Todas as mídias embutidas neste email&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   Miniaturas de anexos:--&gt;   Miniaturas:--&gt;&lt;a id="thumbCtrl_img" class="hide" onclick="lyteboxShow('imgs');" href="javascript:void(0);"&gt;Exibir todas as fotos (slideshow)&lt;/a&gt; Atenção: executáveis podem danificar seu computador--&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="thumbSlideshowBackBtn" onclick="thumbSlideshowGoBack(); return false;" href="javascript:void(0);"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="thumbSlideshowNextBtn" onclick="thumbSlideshowGoNext(); return false;" href="javascript:void(0);"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atenção: anexos podem danificar e expor seu computador a riscos. &lt;a href="http://email.uol.com.br/ajuda/alerta-emails-falsos.jhtm" target="_blank"&gt;Saiba mais&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-3808679234838422230?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/3808679234838422230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/10/sobre-demonizacao-do-ex-presidente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/3808679234838422230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/3808679234838422230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/10/sobre-demonizacao-do-ex-presidente.html' title='Sobre a demonização do ex-presidente Sarney'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-5724921044922454552</id><published>2010-02-28T12:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T18:21:02.667-08:00</updated><title type='text'>Novas Possibilidades</title><content type='html'>Novas Possibilidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar todo esse mês de fevereiro, e também janeiro, arredio, longe daqui por “n” motivos, dentre os quais, o afastamento do grupo de estudo, provocado pela parada de férias de verão, que sempre fazemos nessa época, além da outra parada menor durante o mês de julho, quando costuma fazer muito frio, aqui nessa cidade serrana de Nova Friburgo. Creio estar passando da hora de vir até aqui, voltar a usar esse espaço conquistado, a postar coisas, que embora continue em um misterioso silêncio, devido a falta de comentários, pelo menos sirvam para mostrar sendas, sinais de outros caminhos e de novas possibilidades, nesse nosso possível fazer, um fazer que não se restrinja apenas a uma prática, que é o fazer pelo simples ato de fazer alguma coisa, mas a uma PRAXIS, que é a atividade consciente por excelência. Pois bem, o que o título acima sugere, foi um vislumbre que me ocorreu durante um encontro com amigos jovens, num dos points de jovens daqui da cidade. Quando fui apresentado por uma amiga muito querida, a um jovem professor de geografia muito interessante, que demonstrou sem pedantismo ter certo conhecimento de filosofia, imaginem que ele mesmo sem me conhecer, fez sugestão e deu recomendações de como ler Hegel. Para não tirar um pingo de importância de suas palavras, eu não quis dizer que já fui professor de filosofia, nem que ajudei a organizar um grupo de estudos filosóficos desde 2001. Depois que o jovem professor de geografia retirou-se, para se juntar a outro grupo, fiquei pensando em quantos jovens iguais àquele deveria existir por aí. Como deveria ser importante descobrir e identificar jovens de talentos, curiosos e inteligentes, e assim poder atraí-los para a filosofia, mas para uma filosofia crítica, não para o exibicionismo barato de quem se pavoneia com o saber, para tirar onda com os colegas, numa coisa boba de mostrar que sabe mais do que os outros, que infelizmente ainda se vê muito entre adultos idiotas e tolos, que se acham os tais. Vislumbrei na hora inclusive, como num sonho, passeando por ali em outra ocasião, e ouvir conversas jamais imaginadas antes, coisas inteligentes, de gente que amanhã, vai estar no comando de um país que caminha para ser muito mais rico. Daí a razão de colocar a questão: "em que medida uma cultura filosófica, bem estruturada e sistemática, pode ser um fator favorável, para certa juventude dessa cidade, juventude que faz o que qualquer outro jovem gosta de fazer, como por exemplo, sair à noite, para encontrar com os seus pares, para trocar idéias, paquerar, se divertir, tomar alguma coisa, etc., e porque não questionar o mundo e a realidade filosoficamente?". Não tenho a menor idéia de como arregimentar esses jovens e agregá-los em grupo, e tocar esse movimento, sei que isso é quase uma utopia, mas tenho certeza que seria muito bom, ao passear por aí, poder ouvir gente jovem discutindo certas questões filosóficas de interesse, não apenas para exibirem-se, como mencionei acima, uma tolice. Mas como preocupação de uma geração que daqui a pouco, certamente estará no comando de uma sociedade muito mais rica e poderosa do que é hoje, em outro patamar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-5724921044922454552?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/5724921044922454552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/02/novas-possibilidades.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5724921044922454552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5724921044922454552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/02/novas-possibilidades.html' title='Novas Possibilidades'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-2536866216676960544</id><published>2010-01-18T09:14:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T09:27:30.942-08:00</updated><title type='text'>Sobre o artigo da Revista Valentina</title><content type='html'>Esqueci de postar um lembrete aos leitores, que tiveram dificuldades, e não conseguiram ler o artigo postado aqui abaixo, é só levar o cursor até a matéria postada, são duas páginas, clica na primeira página onde está a fotografia do grupo, que a página abre para um tamanho legível, e em seguida faça o mesmo procedimento na segunda página. Agora por favor, não basta apenas ler, deixem algum comentário, que não arranca pedaço de ninguém, digo isso principalmente para aqueles que são membros do grupo, em geral tão falantes, quando estamos em grupo, e agora digitalmente tão omissos. Desculpem-me a franquesa, mas sem a participação dos membros do grupo, fica mais difícil levar esse espaço adiante. Porque o debate de idéias é importante, é motivante, é estimulante, e uma coisa leva a outra, que leva a outra, e assim vai, aonde pode-se chegar é imprevisível, só depende de todos. Estou aguardando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-2536866216676960544?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/2536866216676960544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/01/sobre-o-artigo-da-revista-valentina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2536866216676960544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/2536866216676960544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/01/sobre-o-artigo-da-revista-valentina.html' title='Sobre o artigo da Revista Valentina'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-777126572403869160</id><published>2010-01-11T06:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T06:37:19.492-08:00</updated><title type='text'>Artigo da Revista Valentina de N.Friburgo-RJ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/S0s3lIwISCI/AAAAAAAAAAk/AMQ_3yOLvLw/s1600-h/IMG.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/S0s3lIwISCI/AAAAAAAAAAk/AMQ_3yOLvLw/s320/IMG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425491287241934882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/S0s3k5km91I/AAAAAAAAAAc/q-Uj2G3WvQc/s1600-h/ciro+2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/S0s3k5km91I/AAAAAAAAAAc/q-Uj2G3WvQc/s320/ciro+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425491283167082322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-777126572403869160?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/777126572403869160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/01/artigo-da-revista-valentina-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/777126572403869160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/777126572403869160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/01/artigo-da-revista-valentina-de.html' title='Artigo da Revista Valentina de N.Friburgo-RJ'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/S0s3lIwISCI/AAAAAAAAAAk/AMQ_3yOLvLw/s72-c/IMG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-4252170907878030539</id><published>2010-01-06T10:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T18:28:59.717-08:00</updated><title type='text'>Usos e equívocos feitos da Filosofia</title><content type='html'>Usos e equívocos feitos da Filosofia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que nos levem às evidências mais inabaláveis e inquestionáveis. Fora do âmbito das ciências exatas, sobretudo da matemática. Não conheço nenhuma narrativa filosófica, que não se preste a diferentes interpretações, aos desentendimentos, que levam às incompreensões e distorções usuais. Porque um texto filosófico depois de publicado, é quase como se tivesse caído em domínio público, pois não existe quem defenda a sua verdade, algo como um guardião da sua pureza teórica, uma espécie de crítico do saber filosófico, como foi escrito em sua forma original por determinado filósofo ou narrador com formação filosófica. Fora os críticos propriamente ditos dos textos filosóficos recentemente publicados, e resenhista de livros em geral. Quase não existe a atividade de outra espécie de crítica, não apenas aquela para textos, mas uma crítica que focasse mais os usos e utilizações, que são feitas da filosofia. Nos usos dos conceitos filosóficos por diferentes atores em nosso contexto cultural e político. Como está sendo entendido o pensamento de determinado filósofo, no uso cotidiano, que é feito dele, tanto no jornalismo cultural dos cadernos literários, como no jornalismo político diário, e pelos próprios políticos em seus discursos nos palanques da vida. Pobre filosofia, que na maioria das vezes, é tão mal compreendida. E também, com frequência, é tão maltratada, quando utilizada por diferentes profissionais de outras áreas de atividades e do saber. É como se, já que não se é especialista, pode-se negligenciá-la à vontade. E até mesmo aqueles, que se dizem especialistas, em algumas ocasiões, cometem equívocos magníficos, quando se manifestam não visando à busca da clareza ou da evidência naquilo que dizem ou escrevem. E o mais grave dessa estória toda, é que fica tudo isso, por isso mesmo; fica o mal dito, como bem dito e, como não há quem desfaça aqueles equívocos,&lt;br /&gt;o estrago está feito e consolidado de uma vez para sempre, inclusive nas próximas utilizações que se fizer daquele conceito distorcido. Dessa maneira, cada vez mais, o discurso filosófico vai, gradativamente, perdendo credibilidade. Cai o interesse do público por algo, que não é digno de ser levado a sério, já que qualquer um pode usar e interpretar, como bem (ou mal) entende, e fica tudo isso por isso mesmo. Será tudo isso narrado acima, já um sintoma daquilo, que se costuma chamar de crise da filosofia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-4252170907878030539?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/4252170907878030539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/01/usos-e-equivocos-feitos-da-filosofia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4252170907878030539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4252170907878030539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2010/01/usos-e-equivocos-feitos-da-filosofia.html' title='Usos e equívocos feitos da Filosofia'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-5549109401953948735</id><published>2009-12-09T04:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T05:25:41.146-08:00</updated><title type='text'>Outros comentários sobre a Imprensa e Ética</title><content type='html'>A PROPÓSITO DA LIBERDADE DE IMPRENSA&lt;br /&gt;Para começar, pode-se iniciar perguntando: "Quem se beneficia dessa chamada liberdade de imprensa?"; "A imprensa é livre para quem?"; "Quem tira partido, ou seja, quem tira o maior proveito dessa liberdade?". Porque identificar esse QUEM, já será meio caminho andado, na busca de tentar esclarecer esse nosso espinhoso assunto acima em epígrafe. No caso do jornal impresso, pode-se dizer que a grande mídia impressa brasileira é composta por feudos familiares, os Marinhos, os Mesquitas etc. Diferentemente de alguns políticos profissionais, desprovidos de qualquer paixão político-ideológica, para quem a política é puro interesse ou negócio, o que os leva a estarem a todo o tempo atrelados ao poder político de ocasião, presos como carrapato, não importa a coloração ideológica de quem seja o poderoso do momento, seja esse hoje um ditador general direitista de ocasião, ou amanhã um político democrata eleito pelo voto popular, o espectro político não importa, desde que permaneçam atrelados ao poder. Quer dizer, esses políticos de interesses, em geral interesses pecuniários, sem ideologia, hoje poderem estar à direita e amanhã à esquerda, de acordo com as suas conveniências, sem o menor constrangimento e a maior cara de pau, já que contam sempre com o esquecimento das massas em relação às suas incoerências e mau caratismo. Já as grandes famílias midiáticas dos grandes jornalões brasileiros, é claro, que eles também trabalham visando determinados "interesses", do qual não abrem mão em absoluto. Mas, diferentemente da canalha política, eles participam da luta pelo poder político, e por isso são instrumentos dessa luta, são veículos, mediação dessa luta, apresentando a todo o tempo, a idéia de país no projeto político das forças, que eles representam como modelo de país, formas de governo, conservação do status quo, e o liberalismo econômico da economia de mercado, dogmas apresentados com muita convicção. Hoje a direita política no Brasil (chamada por alguns de a nova direita), perdeu a vergonha de mostrar a cara, é como se muitos deles tivessem saído de trás do biombo, onde permaneceram por muito tempo conspirando em surdina e escondidos, porque sempre foi muito atuante e eficiente politicamente falando, daí o nosso atraso em termos de conquistas sociais, como a questão do bem estar social das massas mais empobrecidas, as favelas e tudo o mais; mas esse movimento dessa direita raivosa surgido nos últimos tempos, principalmente dos anos noventa pra cá, quase como um comportamento de manada, bastou que uns poucos surgissem de forma impetuosa, e pronto já encorajou outros a tomar o mesmo rumo, sem questionar os equívocos de tal decisão ou escolha, parecendo em alguns momentos uma questão de modismo passageiro, porém muito perigoso, porque já assistimos a esse filme antes, em países como a Itália de Mussolini e a Alemanha dos anos vinte no tempo do assassinato de Rosa Luxemburgo e seu companheiro, que levou à Hitler e tudo o mais. Alguns chamam esse fenômeno da direita político-ideológica, como um sair do armário, quase ao mesmo tempo, en masse, um desenrustimento coletivo de certos sectores, que sempre atuou politicamente e muito, porém em surdina, que estavam ávidos por poder falar, exprimir o rancor deles contra a emergência de sectores dominados da sociedade, nada para a gentalha, segundo os próprios. Há quem argumente com certa razão, que é legítimo uma determinada empresa jornalística poder exprimir essa ou aquela posição política. O problema, é que essa posição nem sempre fica muito clara nesses veículos, o que pode levar o leitor desavisado a considerar, o que é uma posição partidária e tendenciosa do jornal como a mais pura verdade, escamoteando-se com isso a verdade da informação, não deixando ao leitor a chance de distinguir bem a notícia da opinião, burlando totalmente a função daquele instrumento de prestação de serviço ao público, de levar a esse mesmo público a informação e a notícia, deixando a "opinião" aos editoriais e aos articulistas de colunas especializadas ou blogs. Dessa maneira, esses veículos de mídia transformam-se em porta-vozes de determinados valores, crenças, preconceitos, praticamente em um partido político, só que, o que é muito mais perigoso e nocivo para a sociedade, chega-se a isso, de forma mascarada, camuflada e escamoteada. Com tudo isso, os leitores, eleitores e contribuintes, além de cidadão, que cada um de nós é ao mesmo tempo, permitiram que ocorresse com a nossa omissão consciente, quando concordamos com aquelas idéias e opiniões. Quando, enquanto leitor, encontro nas páginas matutinas de um jornal ou revista, uma matéria com a qual concordo, é quase motivo para soltar um foguetório, pois, além de não me incomodar em nada, está expresso ali, de uma forma muito mais elaborada, tudo aquilo que eu também penso e gostaria de dizer, e não tenho os meios para tal. Nem me ocorre pensar, se a maneira como tudo aquilo está acontecendo, é certo ou errado, não penso em ética, se coincide com as minhas idéias, está correto. Portanto, vou corroborar com toda aquela prática jornalística, que só me beneficia enquanto leitor, e onde não consigo enxergar nada exposto à crítica. Passo a ser, quase um militante do partido da grande mídia politiqueira, e a defendo sempre que possível, contra qualquer crítica, que aponte a tendenciosidade ou partidarização daquele veículo, que às vezes considero o meu jornal, assinante ou não. Esse leitor apaixonado defende o seu jornal preferido, porque esse veículo praticamente pensa como ele, há uma identificação, uma adequação de pontos de vista. Quando isso acontece, fica muito difícil o leitor pensar ou refletir sobre a questão da liberdade de imprensa. Agora, quando é o contrário de tudo isso, que acontece, isto é, quando o leitor não concorda com a linha de pensamento do veículo jornalístico, o que costuma acontecer? O que fazer, ou como proceder? Deixo de comprar aquele jornal de preferência, e passo para outro? Sabemos que não adianta o leitor indignado, entupir de e-mails críticos o seu jornal, porque esse não publica cartas contra si mesmo, isso hoje em dia é quase uma regra da big imprensa, nacional ou estrangeira. Considera-se, que não é correto, não ético, um jornal, de forma velada ou escancarada, tornar-se palanque desses ou daquele. Se a coisa é vista do ponto de vista da ética, não será correto, mesmo quando aquele veículo esteja favorável ao meu candidato. Esse é o ponto da questão. Algo parecido aconteceu com um juiz de futebol, que não usa o mesmo critério em suas punições para as infrações cometidas pelos jogadores em campo, para um lado ele é um carrasco implacável, e para o outro lado deveras benevolente. A favorecer com isso, apenas um lado, o que revela que algo de podre possa estar acontecendo, corrupção, por exemplo, levando muitas vezes, a manipulação de resultados de jogos, como já ocorreu inclusive em países da Europa, como a Alemanha, e aqui próximo também, como o que foi descoberto em São Paulo há alguns anos. Dois pesos e duas medidas, não são corretos, quando tudo são encarados e analisados do ponto de vista ético, portanto o mais longe possível da polaridade ideológica e da paixão política, a fazer um esforço para viabilizar esse viés ético o quanto for possível, embora haja muitos, que não creiam nessa possibilidade. Se não pode ser de outro modo, tudo bem, só resta deixá-los entregues às suas limitações intelectuais, com a esperança de que um dia eles possam crescer e avançar em direção a compreensão, cidadania, o que implica respeito ao outro; e passemos a nos dirigir aos que entendem o que é ética. Se a paixão política deixa-me cego, impossibilitado enquanto leitor, incapaz de perceber as sutilezas da quebra da ética, isso é uma coisa, não vejo porque não consigo ver, inviabilizado por aquela paixão avassaladora, o que também é grave, porque revela uma evidente fraqueza e debilidade. Agora, quando não vejo porque não quero, porque não é conveniente, não interessa, aí é muito mais grave e revelador da falta de ética. É duas posições bem distintas e evidentes, que é comum encontrar, quando se trata a questão da ética, muito embora não exista essa coisa de ser mais, ou ser menos ético. Para finalizar, concluo esse “post” dizendo que, não é apenas a sua paixão política que é cega, qualquer uma é inclusive a minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-5549109401953948735?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/5549109401953948735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/outros-comentarios-sobre-imprensa-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5549109401953948735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5549109401953948735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/outros-comentarios-sobre-imprensa-e.html' title='Outros comentários sobre a Imprensa e Ética'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-5052695742374407180</id><published>2009-12-06T12:21:00.001-08:00</published><updated>2010-12-08T19:12:35.302-08:00</updated><title type='text'>Ética na política, é possível isso?</title><content type='html'>Ética na política, é possível isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de certa forma, uma confusão conceitual, no tratamento, que é dado, por parte da mídia brasileira, quando trata da questão da Ética na política. Na Folha de hoje (6.12.09), na matéria intitulada: "Mensalões fragilizam debate ético em 2010", inclusive com depoimentos de figurões, renomados professores de filosofia, como é o caso, tanto de José Arthur Giannotti, como de Renato Janine Ribeiro, este último é até professor titular de Ética na USP, foi o apresentador de um programa na TV sobre Ética, numa TV pública. Quem não se lembra das intervenções de Giannotti, tanto na TV como na mídia impressa, por ocasião do governo FHC, para justificar determinadas ações do governo, diziam até, que ele era o ideólogo oficioso do governo, mas isso é outro assunto. Muito me admira, que tão renomados mestres, e doutores de filosofia, não tenham percebido essa confusão, pois, pelo menos, na matéria acima citada, não mencionam uma linha sequer a respeito. E agora vem a pergunta, claro, que é, onde está a confusão? O que é que estão confundindo? Usando o exemplo do escândalo da vez, ou do momento, que é o caso do chamado mensalão do DEM em Brasília, onde aparece o Governador Arruda e seus assessores, recebendo montanhas de dinheiro, provenientes de empresas prestadores de serviços públicos, atuais ou futuros, configurando-se em uma série de crimes, quebrando a lei penal, numa série de ilícitos penais, como por exemplo, a venda de favores ou tráfico de influência, e outros crimes, que os envolvidos afirmam, ser uma espécie de caixa dois, para fazer face à despesas de campanhas políticas, mas que, está mais do que evidente, tratar-se de crime comum, inclusive, para enriquecimento ilícito, compra através de "laranjas" de propriedades, aumento de patrimônio de forma sub-reptícia. Estamos, na verdade, diante de atos praticados por criminosos, não importa se governadores ou secretários de estado. Portanto, dizer, que as infrações arroladas nos autos contra o governador Arruda e seus assessores, seja, apenas, quebra da ética, É EUFEMISMO. Agora virou moda, pelo menos, no Brasil, considerar atos criminosos, quando praticados por políticos, como falta de ética. Urge parar com isso. As palavras não foram criadas ou construídas, como queiram, para cada um usá-las ao bel prazer, como quiser. A quebra da Ética é uma coisa de outra natureza, e muito mais sutil. Ah! Quem nos dera, se os problemas dos brasileiros com os seus políticos, fossem apenas a quebra da Ética. Aliás, deixo essa questão da falta de Ética na política, para outro post. Porque, se compreendi bem Maquiavel, n'O Príncipe, o objetivo principal de um político, não é apenas conquistar o poder político de estado, mas se manter lá, a qualquer custo, não importa o que ele tenha que fazer, para manter-se lá, no poder. Logo, não cabe ser bonzinho, corretinho, bacana com seus adversários, senão perde a cabeça ou o cargo. É preciso saber lidar com os adversários, e para isso, vale usar toda a esperteza, astúcia, malícia, artimanhas, sabedoria política, enfim todas as armas e ferramentas disponíveis. Coisa que, em qualquer outra ocupação ou atividade, é considerada como falta de Ética, mas que, pelo visto, em Maquiavel, pelo menos, na política é necessária. Para concluir, não podemos, nem devemos, confundir delitos, crimes, com falta de Ética, pura e simplesmente, como temos visto acontecer, diariamente em nossa mídia. Até breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-5052695742374407180?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/5052695742374407180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/etica-na-politica-e-possivel-isso_06.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5052695742374407180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5052695742374407180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/etica-na-politica-e-possivel-isso_06.html' title='Ética na política, é possível isso?'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-7832623497665495875</id><published>2009-12-03T06:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T19:24:29.842-08:00</updated><title type='text'>Última terça no grupo de estudo</title><content type='html'>Última terça no grupo de estudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da exposição do físico Mariano, sobre o processo caótico e estocástico, com todos aqueles gráficos, fórmulas complexas da matemática, e narrativas nada lineares, pois não tinha começo, meio e fim, deixando alguns dos ouvintes com o sentimento, de que são mesmo ignorantes, pelo menos naquele assunto. É incrível isso, porque o fenômeno da física no planeta é de fato um fenômeno, se formos pensar na audiência, na quantidade de livros vendidos, principalmente por parte de alguns gurus indianos, que são verdadeiras fábricas de dinheiro, tal é a volúpia, com a qual esses gurus transformam simples lançamentos corriqueiros de livros em best-sellers. Bom, mas isso pode ser assunto para outro post, que trate exclusivamente desse assunto, desse fenômeno editorial dos gurus da física, indianos ou não. Deixo aberto o blog, até para a  colaboração de algum amigo, que queira contribuir com alguma coisa nesse sentido. Agora, eu gostaria de deixar registrado aqui, um pouco do que rolou no último encontro do grupo de Filosofia, na última terça dia primeiro de dezembro. E com o fim da exposição do Mariano, e com o fim do ano e de nossas atividades chegando, ficamos sem pauta, sem um assunto ou tema definido, para tratarmos em nosso último encontro. Como o Paulo Mafort mencionou, que recentemente, havia feito uma apresentação sobre a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, sugeri, então, se não seria oportuno, ele dar uma palinha desse assunto, e caso agradasse, talvez pudesse tornar-se objeto de escolha num futuro próximo do grupo. Paulo de pronto concordou com a idéia e iniciamos, quer dizer, ele iniciou a exposição do assunto, no caso, meio de improviso, já que foi pego de surpresa, pois, como mencionei acima, estávamos sem pauta. Uma coisa boa e ruim ao mesmo tempo no nosso grupo, é que as pessoas não têm o menor temor de intervir, mesmo tratando-se de um assunto, que elas desconheçam. Com isso, qualquer coisa lançada naquela arena heterogênea, é motivo mais do que suficiente, para surgir as mais apaixonadas discussões e polêmicas. E não foi diferente mais uma vez, mesmo que o assunto não tivesse sido combinado previamente, ninguém havia lido nada antes sobre aquilo, salvo o próprio narrador, que no caso, era o Paulo Mafort. Quando ele mencionou a expressão Teoria Crítica, julguei, que fosse desenvolver em primeiro lugar, o significado dos termos, fosse fazer um pequeno histórico, etc., enfim, fosse trabalhar mais com o trabalho teórico de Max Horkheimer, que foi quem cunhou essa expressão Teoria Crítica, no ensaio Teoria Tradicional e Teoria Crítica, ainda nos anos trinta, antes da segunda guerra e do exílio nos EUA. Mas para a minha surpresa, Paulo tomou um rumo totalmente inesperado, e começou a citar Adorno e até Benjamim, em reflexões sobre a arte, sobre os textos de Adorno a respeito da música, a crítica de Adorno ao Jazz norte americano, que segundo Adorno, não ajudava ao espectador, no cultivo da boa música, e pelo contrário, o preparava de alguma forma, para o que depois, veio a ser a manipulação do consumidor pela indústria cultural, que visava mais o lucro, do que a qualidade, etc., etc. Dessa forma, voltou a polaridade entre uma cultura de elite e uma cultura mais popular, e pronto, estava, mais do que suficiente, presente um motivo, para ser instaurado um debate, e aí ninguém segurou mais o grupo, que não deixou espaço nem mesmo para o narrador/expositor, que foi obrigado a voltar a insignificância de ser apenas, mais um elemento do debate, que fluía acaloradamente por todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-7832623497665495875?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/7832623497665495875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/ultima-terca-no-grupo-de-estudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/7832623497665495875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/7832623497665495875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/ultima-terca-no-grupo-de-estudo.html' title='Última terça no grupo de estudo'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-7536153937615996906</id><published>2009-12-01T11:04:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T19:40:47.261-08:00</updated><title type='text'>Para onde vai FHC?</title><content type='html'>Para onde vai FHC?&lt;br /&gt;Poderíamos postar a mesma questão para o Sr. Ferreira Gullar, mas aí fica fácil, a julgar pela crônica dele publicada na ilustrada da Folha num domingo após a publicação do: “Para onde vamos?” de FHC. E a resposta, é o mesmo caminho de FHC, já que ele, que se considera um homem de idéias, reproduz quase que ipsis litteris o arrazoado de idéias do Para onde vamos? A posição de classes disfarçada de visão geral, ou viés particular inconfesso, mas dominante, porque é a visão do que se considera o mais forte, o mais intelectualizado e erudito, porque uspiano; porque também já foi poder político dominante, e ainda continue sendo parte dele, mas de outra forma. Um elitismo cheio de soberba e arrogância. Há inclusive uma crença entre os artistas e intelectuais em começo de carreira, de procurar cultivar-se a arrogância, porque é importante para a auto-afirmação, para melhorar a baixa auto-estima, que é castrante. No caso de FHC, o fenômeno é algo parecido, só que de forma caricatural, dá até para, brincando um pouco, que ninguém é de ferro, fazer uma paródia, com a frase de Lenine, e lembrar do Elitismo, como a doença senil da bourgeoisie intellectuel de droite. Sabemos que ele tem platéia, quase cativa, tem audiência, que paga caro para assisti-lo em conferências pelo Brasil afora, e em outros cantos do exterior também, só que em menor escala, claro. Isso tudo lhe reforça o convencimento de que ele é o tal, já que está sendo reconhecido. Dizem até que o amor cega, que qualquer outra paixão louca por alguma coisa, cega também, deturpa e interfere na percepção. Nesse sentido, o fato de ser invadido pelo sentimento da inveja ou da vaidade, é uma cegueira. A propósito, constitui-se numa tremenda bandeira, pois fica muito óbvio, quando nos movemos sobretudo por esses sentimentos, nada nobres. ["Como ainda sou poderoso, da mesma forma como o Brasil é grande e poderoso, tenho legitimidade para impor o meu gosto, os meus valores políticos/ideológicos estéticos. As pessoas me dão crédito, porque me assistem, me ouvem. Portanto posso apontar a direção do vento ideológico das minhas crenças políticas, como sendo a visão mais certa da realidade. E assim sendo, não posso, e não devo qualificar o que não tem qualidades, o inqualificável. Logo tudo aquilo, que beira o gosto popular das classes C, D e E, não merece receber o menor crédito, e por essa razão receber, mais que de imediato, um ataque fatal, para suas pretensões de ser divulgado, e ter visibilidade. Não podemos, nem devemos deixar essa gentalha levantar a cabeça do esterco, porque é muito perigoso, basta ver o exemplo atual, demos uma leve vacilada, e eles elegeram um operário rude, analfabeto (Ui, que é que é isso, Caetano?), como presidente do país. Toda atitude, que lembre, mesmo que de longe, aquela origem humilde do populacho, deve ser criticada violentamente, deve ser evitada e banida, do nosso meio. Para isso, deve ficar como munição disponível, todo um arsenal de combate, cujas armas são as idéias e valores de sempre, cansadas de guerra ou não, não importam, todos os tipos de armas são válidos (Aqui, um pouco Maquiavel, que ele prometeu se dedicar, quando saiu da presidência), para que os nossos agentes de ataque estejam municiados para varrer para além da periferia originária, todos esses bárbaros do conhecimento e o(s) seu(s) modus vivendi e modus operandi]. Talvez fosse interessante investigar, descobrir, o lugar de origem de todo esse ressentimento antilulista, ou melhor, antipopular, antivarguista. Dizer apenas, que é inveja, não basta. Proceder uma investigação detetivesca, não sei se é possível, já que tudo isso, parece tão escondido. Dizem, que escondidos nos mais recônditos escaninhos da mente vaidosa de FHC, coisa, que muito provavelmente, nem mesmo ele próprio, se dê conta. Talvez, nem mesmo um psicanalista tarimbado e com experiência, fosse capaz de dar algum subsídio para o nosso investigador. É claro, que outros, poderão apontar esse ou aquele interesse, de um determinado grupo político/econômico, do qual ele faça parte, e seja o principal ideólogo e porta voz. Não diria ventríloquo, porque reconhecemos haver nele, certo conteúdo intelectual relevante, embora saibamos, pela experiência na presidência, que politicamente, ele é vacilante e inseguro na hora de assumir responsabilidades, o típico tucano; aliás, refletindo agora, é bem capaz, que esse conceito de tucano, deve ter sido inspirado na figura do FHC, bem cima do muro. Confundir a cabeça das pessoas, com conceitos, que nem, muito provavelmente, o próprio FHC, tenha clareza do significado (este o caso do conceito: "populismo autoritário"), constitui-se numa espécie de desonestidade intelectual, ou falta de ética, como se queira. Buscar ser honesto e correto, do ponto de vista da razão, do conhecimento racional, é procurar estar o mais próximo possível da verdade dos fatos. Não deve ser envenenando pelo ódio ideológico, mistificando a realidade, distorcendo a visão do mundo e a consequente determinação da percepção dos outros através daquela visão distorcida. Portanto não é honesto, não é correto confundir popular com popularesco ou populismo. Aliás, esse conceito de populismo, é o conceito menos válido do ponto de vista teórico, portanto menos teórico no sentido althusseriano, e dos mais ideologizados. Pois se presta a distintas utilizações. Muito usado nos anos setenta, por historiadores e analistas políticos, com os mais variados significados, é um conceito que serve pra quase tudo, não tem a menor precisão conceitual. Logo, esse conceito de populismo, não vale mais pra nada, talvez não sirva mais, nem como xingamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-7536153937615996906?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/7536153937615996906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/para-onde-vai-fhc.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/7536153937615996906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/7536153937615996906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/12/para-onde-vai-fhc.html' title='Para onde vai FHC?'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-8859403803136895324</id><published>2009-11-27T02:19:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T19:48:56.126-08:00</updated><title type='text'>A resistência do atraso</title><content type='html'>A resistência do atraso&lt;br /&gt;Nos anos setenta era comum o ouvir o comentário, que no Brasil, já era possível que, alguns tipos de importações de bens e serviços, chegarem aqui através de avião supersônico, já as idéias, ah!: as idéias. As idéias viajavam para cá ainda em caravelas do século XVI. Hoje com o avanço tecnológico, a mundialização da internet, etc., as idéias até chegam mais rápido, isto é, instantaneamente, porém a resistência do atraso contra, travam a aceitação delas de imediato, barreirando o seu avanço e disseminação, numa espécie de atropelo dos fatos por idéias atrasadas, que não representam nem exprimem mais a realidade, mas que insistem em sobreviver em certa mentalidade conservadora e reacionária, que não quer ceder às evidências dos fatos. É notório, que o país está mudando, avançando em vários aspectos, mas para certos ideólogos, continuamos funcionando ainda, em termos de pensamento e idéias, quase como aquela máxima da segunda grande guerra, que dizia que uma mentira muitas vezes repetida, torna-se uma verdade dogmática. Portanto, esse é o caso no momento atual, de certos dogmas econômicos da ideologia neoliberal, repetidos ad nauseum, antes, durante e depois da última crise do capitalismo financeiro, que atingiu em cheio também a economia real, se acreditar que essa crise já passou. Repetidos por todo tipo de economistazinho, travestido de analista de mercado (e outros), ideólogos do capitalismo financeiro, da monetarização do mundo, uma espécie de missionário de ocasião do chamado deus mercado, ou seja, os conhecidos e alardeados no Brasil principalmente nos últimos quinze anos, os famigerados neoliberais econômicos.&lt;br /&gt;Dentre os dogmas repetidos está a redução do tamanho do estado, o tal do estado mínimo, a crítica do gasto público, a chamada gastança no jargão dos próprios, isso feito cotidianamente na imprensa especializada ou não, numa espécie de cantilena quase jesuítica, já que repetida toda hora e todo dia, eles não desistem, é uma luta ideológica para impor as suas crenças, valores e idéias, não importa pra eles se atrasadas ou não, é como dizia Althusser, uma luta de classes na teoria. Só que agora, diante do mundo atravessando uma tremenda crise, talvez só superada pela de 1929, continuar com essa cantilena, significa ATROPELAR os fatos, já que a política anticíclica para amenizar os efeitos da crise, continua sendo realizada pelos países centrais, alguns deles criadores da política econômica neoliberal, que foram forçados a mudar movidos, não por ideologia, mas pelo fato trágico da crise, senão faliam, e assim despejaram trilhões de dólares no sistema, nos negócios particulares e privados, para evitar um risco sistêmico, e o efeito cascata dele, inclusive na periferia dele. O que os ideólogos neoliberais brasileiros não aceitam, nem se conformam, é essa crise revela e mostra uma queda de paradigma, praticamente com o mesmo significado da queda do muro de Berlim em 1989. Não adianta mais continuar insistindo na repetição de dogmas e mantras gastos e falidos, pois a evidência dos fatos da realidade se encarregará de deixá-los relegados à lata de lixo da história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-8859403803136895324?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/8859403803136895324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/resistencia-do-atraso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/8859403803136895324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/8859403803136895324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/resistencia-do-atraso.html' title='A resistência do atraso'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-4696243085391305013</id><published>2009-11-25T04:04:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T19:56:55.673-08:00</updated><title type='text'>Algumas questões sobre como lidamos com a imprensa</title><content type='html'>Algumas questões sobre como lidamos com a imprensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes me indago, se existe um lugar donde se possa interrogar uma instituição como a imprensa, apesar das nossas preferências ideológicas. É claro, que não estou falando em isenção total e absoluta, porque a não ser para os ingênuos, sabemos que isso não existe, somos todos movidos por essa ou aquela outra paixão político-ideológica. Agora a questão que se coloca, é se apesar dessa paixão, podemos ter condições de avaliar, quando uma reportagem é contaminada pela tendência ideológica do articulista ou da linha editorial do veículo de mídia. Sabemos, por outro lado, que, em geral, todas as paixões cegam, embotam a nossa capacidade de reflexão. Quem já não ouviu ou leu que o amor é cego? Para evitar cair num ceticismo imobilizante, é melhor acreditar, que é possível sim, apesar de nossas crenças particulares, encontrarem aquele lugar donde podemos perceber todos esses movimentos, os nossos e os dos veículos de mídia, ou  qualquer outro. Pois, caso contrário, não seria possível, por exemplo, a reflexão filosófica. Dito isso, o que costumamos ver no cotidiano de nossa relação com a grande imprensa, jornalões como o Estadão, a Folha, o Globo e a Revista Veja, não por acaso todos os negócios de famílias. Em geral esses veículos são coerentes em suas posições ideológicas, procurando cultivar essas posições em seus editoriais, contratando como articulistas, profissionais que se coadunam com as mesmas posições político-partidárias, publicando apenas na seção de cartas dos leitores, aquelas cartas que não se chocam com a linha editorial do veículo, quer dizer, quase como um anátema para o contraditório. E quanto a nós leitores, o que nos resta? Procurar ler apenas aqueles veículos, que se afina com o nosso gosto político, ou, na medida do possível, procurar ler todos, que é possível ler, mas sempre com um pé atrás, o que exige certo esforço e uma vigilância constante. O que estou habituado a ver, é que, quando a conjuntura de poder é benéfica para o leitor, em geral, a paixão política o leva a cegueira. Ah! Se concordar, não quero ver nada, recuso-me a enxergar qualquer tendenciosidade. Usa o argumento, de que toda a mídia é tendenciosa mesmo, e acabou. A posição crítica desse leitor vai para o espaço, ele continua alimentando essa relação simbiótica, que pode o levar mesmo ao sectarismo, a ponto dele passar a ser um defensor intransigente daquele veículo, quase que no primeiro impulso, ouvindo qualquer coisa contra, já arma-se em defesa daquele jornal ou revista. Claro, aquele veículo diz de uma forma muito melhor, aquilo que aquele leitor gostaria de dizer. Agora o problema maior não é quando a paixão político-ideológica me leva ao sectarismo e a cegueira, isso acontece o tempo todo, é quase natural. O problema maior é quando mesmo percebendo todas essas implicações e distorções no uso de um serviço, de uma concessão pública, eu leitor, pela simples razão de conveniência, silencio e me omito, esquecendo-me, que as conjunturas só são conjunturas, porque mudam de vez em quando na história humana. E nesse caso, como é que eu sou do ponto de vista ético? Ou só consigo enxergar a falta de ética nos outros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-4696243085391305013?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/4696243085391305013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/algumas-questoes-sobre-como-lidamos-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4696243085391305013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/4696243085391305013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/algumas-questoes-sobre-como-lidamos-com.html' title='Algumas questões sobre como lidamos com a imprensa'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-5728940143429968593</id><published>2009-11-21T05:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T20:06:02.724-08:00</updated><title type='text'>O Primeiro que deixou de ser o primeiro</title><content type='html'>O Primeiro que deixou de ser o primeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que me enrolei e não consegui salvar o meu primeiro post, a máquina deu uma travada, congelou, e dessa forma eu fiquei sem ter como encontrar qualquer possibilidade de salvamento do material, que se perdeu nos recônditos do universo on line. Acho que não sou capaz de me lembrar daquilo que escrevi no primeiro, pelo menos ipsis litteris (não sei se está correto), mas como idéia geral, eu alinhavei algumas coisas, que me motivam a usar um espaço como esse. Em primeiro lugar preciso dar o crédito merecido ao meu amigo, escritor e musician Luís Capucho, pela força e ajuda na confecção desse blog, que ainda preciso configurar melhorá-lo, etc., já que mais uma vez estava por desistir, como já venho fazendo há muito tempo, tal é a minha dificuldade com assuntos eletrônicos e digitais. Lembro que pontuava no Primeiro Post, as razões de querer fazer uso de um instrumento como esse, que eu tinha a minha disposição de duas fontes de alimentação de conteúdo para o mesmo. Que essas fontes eram como se fosse uma espécie de norte, de motivação e de inspiração. Tratava-se, em primeiro lugar do grupo de estudos filosóficos, uma espécie de arena, aonde se reuni toda terça-feira as oito da noite, no espaço da biblioteca pública de Nova Friburgo, para debater assuntos filosóficos, sejam estética, filosofia política, epistemologia, lógica, ética, ontologia e outros assuntos gerais. Uma ótima fonte, que por si só já merecia um blog há muito tempo, aliás, um apenas não, mas muito mais, até mesmo uma publicação, caso fôssemos mais institucionalizados. Apesar de esse blog ser privado e personalizado, é desejado, que hospede aqui no futuro artigos e/ou entrevistas de amigos e pessoas interessantes ligadas ou não grupo de estudo filosóficos. A outra fonte constante e diária é a leitura dos jornais, revistas e outras publicações, livros inclusive, que nos alimenta o tempo todo com as opiniões, conteúdo, linha de raciocínio, manipulação ideológica, equívocos e outras infrações éticas e conceituais, que podem provocar estimular, motivar e concordar com aquilo e querer divulgar, passar para um número maior de leitores, ou não, quando não concordamos em absoluto e precisamos apontar os devidos erros e confusões conceituais, intencionais ou não, cometidos. Nessas horas do contraditório, podemos, mas não devemos nos omitir, porque não estudamos filosofia impunemente, é preciso apontar os equívocos quando cometidos, sejam com essa ou aquela intenção, e nesse caso cabe à filosofia esse papel ingrato, nem sempre bem compreendido, de ser a má consciência do conhecimento. É claro, que com isso, virão as polêmicas e as controvérsias, ninguém é dono da razão, e os mistérios continuarão mistérios, mas não devemos ser omissos e/ou alimentar preconceitos. Urge que os preconceitos sejam desmascarados. O resto só o tempo mostrará. Veremos, assim esperamos. Portanto, aqui se abre uma nova trincheira de reflexão, sem grandes expectativas nem sonhos mirabolantes, apenas um espaço de pensamento e reflexão, um instrumento de auxílio ou ajuda, que algumas poderão ser uma válvula de escape para um desabafo, por que não? Assim sendo, termino esse post, convidando-os para o próximo encontro e comentário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-5728940143429968593?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/5728940143429968593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/o-primeiro-que-deixou-de-ser-o-primeiro.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5728940143429968593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5728940143429968593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/o-primeiro-que-deixou-de-ser-o-primeiro.html' title='O Primeiro que deixou de ser o primeiro'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4745865321936697272.post-5743575960906905744</id><published>2009-11-21T04:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T20:20:15.340-08:00</updated><title type='text'>Primeiro Post</title><content type='html'>Primeiro Post&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a minha primeira postagem, não foi fácil chegar até aqui, estou a algum tempo querendo, mas sempre desistia, tal é a minha inabilidade para os negócios eletrônicos; e não fosse pela boa vontade do meu amigo Luís Capucho, eu teria desistido mais uma vez. Não tenho muito claro, como devo usar esse espaço, não tenho um projeto pronto especificamente para esse fim, acho que as coisas acontecerão ou não. Também não sou daqueles que tem o gosto especial das controvérsias, da polêmica pela polêmica, mas não sou ingênuo de pensar que elas não advirão. Acredito que com o tempo, devo aprender a lidar com o contraditório, sem necessariamente ter que alimentar sanhas polemizadoras de certos incautos, ávidos por controvérsias estéreis. Apesar de que, como disse acima, não ter um propósito específico de início, de como usar esse blog, vejo agora um norte bem claro, que na verdade se divide em dois: um é o grupo de estudos filosóficos, que já dura oito anos, que é uma arena ao vivo e a cores, onde se reúne toda terça feira, dentro da biblioteca pública de Nova Friburgo, um grupo de amigos apaixonados pela filosofia, independente de ter ou não formação filosófica, aonde acontece sempre discussões interessantes sobre diferentes assuntos conectados com a filosofia Política, estética, epistemologia, ontologia, lógica, ética e outros assuntos gerais. Esse fato por si só, já é motivo fundamental para dar subsídios, que alimente esse blog com idéias, acho que sempre poderei receber do grupo de filosofia, e transportar para esse espaço coisas discutidas lá no grupo, muito embora esse seja um espaço privado e não grupal, certamente poderei usá-lo no futuro, até mesmo, para postar artigos de outros colegas, ou entrevistas ligadas ou não ao grupo de filosofia. Outro norte, que vislumbro, é dentre as coisas que leio na mídia impressa, de internet ou papel, na forma de jornais, revistas, cadernos literários, etc., idéias e equívocos de arrepiar os cabelos, barbaridades conceituais, muitas vezes usadas de forma diferente, justo com a intenção de manipular conteúdos, e assim atingir certos objetivos ideológicos. A gente não estuda impunemente, não dá para sacramentar a burrice e a ignorância. Portanto aí é onde se encontra o perigo, o campo minado, onde poderá aparecer o fenômeno da controvérsia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4745865321936697272-5743575960906905744?l=cirotextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cirotextos.blogspot.com/feeds/5743575960906905744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/primeiro-post.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5743575960906905744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4745865321936697272/posts/default/5743575960906905744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cirotextos.blogspot.com/2009/11/primeiro-post.html' title='Primeiro Post'/><author><name>blog do ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10695803436188034045</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ZhZ5CTs4Sgo/TAphT8jZKBI/AAAAAAAAAAw/VlHKY2X71_8/S220/Rodin.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
